Os ranchos de romeiros arrancaram para a estrada a 21 de fevereiro, e durante cinco semanas da Quaresma, mobilizaram cerca de 2.500 homens, distribuídos por 53 ranchos, que cumprem a tradição religiosa das romarias quaresmais de São Miguel, com mais de 500 anos.
Os primeiros ranchos de romeiros partem no fim de semana a seguir à Quarta-feira de Cinzas e os últimos regressam às suas localidades na Quinta-feira Santa.
Trajando um xaile, lenço, bordão e terço, os romeiros de São Miguel fazem um percurso de oração, fé e reflexão, entoando cânticos e rezando, sempre com mar pela esquerda, passando pelo maior número possível de igrejas e ermidas de São Miguel.
Terminada a caminhada este ano, o Movimento de Romeiros de São Miguel manifesta publicamente a sua gratidão aos irmãos mestres e restantes responsáveis, dos 51 ranchos, com cerca de 2.500 Irmãos, segundo uma nota divulgada.
O movimento adianta que as romarias envolveram também este ano "muitos jovens", sublinhando o “sucesso do dirigismo e condução espiritual”, das romarias, que terminaram “sem ocorrências negativas a registar”.
Na nota, a Comissão Administrativa do Movimento de Romeiros de São Miguel, presidida por Rui Melo, manifesta também o seu apreço à população de São Miguel pelo “acolhimento, colaboração e tolerância”, nomeadamente “aos condutores de viaturas, que quando se cruzavam com os ranchos, tiveram o cuidado de colaborar na segurança dos romeiros”.
Durante a semana na estrada, os romeiros pernoitam maioritariamente em casas particulares, sendo também acolhidos em salões paroquiais, sobretudo nas freguesias mais pequenas.
Na nota, o movimento agradece à "Igreja dos Açores, na pessoa do bispo D. Armando Esteves Domingues, e restante clero", pelo “apoio, desde a primeira hora”, e aos padres e diáconos que integraram os ranchos, que "valorizam muito a reflexão espiritual" e sublinha a colaboração da PSP em todos os concelhos de São Miguel.
