Resultado negativo da Vivo diminui 85,3 por cento até Setembro


 

Lusa / AO online   Economia   6 de Nov de 2007, 11:11

O resultado negativo da Vivo diminuiu 85,3 por cento para 127,7 milhões de reais (50,5 milhões de euros), nos primeiros nove meses deste ano, face ao mesmo período de 2006, divulgou a maior operadora móvel do Brasil.
Nos nove primeiros meses do ano passado, a detida em partes iguais pela Portugal Telecom (PT) e pela Telefónica registou um prejuízo de 869,3 milhões de reais (343,6 milhões de euros).

No terceiro trimestre deste ano, a operadora luso-espanhola registou um lucro de 4,4 milhões de reais (1,74 milhões de euros), o que contrasta com um prejuízo de 196,9 milhões de reais (77,8 milhões de euros), no mesmo período de 2006.

O aumento da capacidade de prestação de serviço, a reestruturação e simplificação do quadro societário e a consolidação de sistemas operacionais e de informações contribuíram para o resultado, salientou a empresa num comunicado.

"Agosto e Setembro de 2007 ficarão marcados na história da Vivo", afirmou o presidente da operadora, Roberto Lima, citado no comunicado.

O executivo realçou que, a 02 de Agosto, a Vivo fechou o acordo para adquirir o controlo da Telemig Celular, já aprovado pelo regulador brasileiro do sector, por 1,2 mil milhões de reais (474 milhões de euros).

A 25 de Setembro, a Vivo adquiriu licenças para operar em todas as regiões onde ainda não tinha autorização do regulador brasileiro, nomeadamente nos estados do Nordeste de Pernambuco, Alagoas, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Paraíba.

"A cobertura nacional era um sonho da Vivo desde a sua origem. Uma acção focada e competente deu a Vivo a possibilidade de em curto prazo ter cobertura e operação comercial em todo o Brasil", afirmou Roberto Lima.

O executivo avançou que a aquisição da Telemig Celular vai reforçar a liderança da Vivo, "evitando as perdas que vinham de regiões onde estava impossibilitada de operar, em especial no Estado de Minas Gerais".

No fim de Setembro de 2007, o número de utilizadores ascendeu a 31,32 milhões, aumento de nove por cento, na comparação com Setembro de 2006, o que garantiu a liderança do sector, com cerca de 27,8 por cento de quota de mercado.

Roberto Lima salientou ainda que a melhoria do resultado operacional e financeiro e o equilíbrio saudável do balanço da Vivo demonstram capacidade de satisfazer os accionistas e investidores.

Nos nove primeiros meses deste ano, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) aumentou 27,9 por cento para 2,22 mil milhões de reais (877,4 milhões de euros), em relação ao mesmo período de 2006.

A 30 de Setembro de 2007, a dívida total ascendeu a 4,04 mil milhões de reais (1,6 mil milhões de euros), um pouco acima dos 3,7 mil milhões de reais (1,46 mil milhões de euros), em 30 de Junho de 2007.

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