REN "é um Estado dentro do próprio Estado" diz Louçã


 

Lusa / AO online   Economia   3 de Nov de 2007, 19:08

Francisco Louçã acusou hoje a REN de ser um "Estado dentro do próprio Estado" e defendeu o enterramento de linhas eléctricas em Serzedelo, uma vila que tem noventa postes de alta tensão.
    Dentro de dois meses, o Bloco de Esquerda (BE) vai apresentar na Assembleia da República um projecto que defende a adopção de medidas que garantam o direito de precaução face às radiações provenientes das linhas eléctricas de alta tensão.

    Na sua deslocação a Serzedelo (Guimarães), onde há noventa postes de alta tensão e três antenas de telemóveis, o líder do BE disse que a REN tem actuado "como se o país não tivesse nem rei nem roque".

    "A REN impõe, não pergunta, decide tudo em nome da desvantagem da maioria das pessoas e em vantagem de um negócio", referiu Louça.

    Com alguns postes instalados na localidade há mais de 15 anos, a possível influência dos campos electromagnéticos na saúde dos moradores é a principal preocupação da autarquia local.

    Para além dos postes, é também naquela localidade, junto a habitações e empresas, que está instalada a Subestação de Riba de Ave.

    Os possíveis perigos das linhas de alta tensão na saúde parecem não preocupar as dezenas de pessoas que, diariamente, caminham e fazem exercício físico no circuito de manutenção construído à volta da Subestação.

    Num inquérito realizado junto de duzentas e trinta das duas mil famílias residentes na zona, foram identificados setenta e seis problemas oncológicos.

    A junta de freguesia de Serzedelo está a realizar um novo inquérito junto da população para saber como é que cada morador encara o facto de viver, lado a lado, com linhas de alta e muito alta tensão.

    Também o Movimento Contra os Postes de Alta Tensão em Serzedelo está disposto a avançar judicialmente contra a REN, tal como aconteceu em Sintra.

    "A solução para Portugal tem que ser idêntica ao que já se faz na Bélgica e passa pelo enterramento das linhas", finalizou Francisco Louçã.
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