Açoriano Oriental
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Região tem condições para produzir energia limpa

O porta-voz nacional do PAN, André Silva, alertou para os efeitos das alterações climáticas nos Açores, sublinhando que a região tem condições para produzir energia limpa e abandonar o caminho dos combustíveis fósseis.

Região tem condições para produzir energia limpa

Autor: Lusa/AO Online

No final de uma visita à delegação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera em Ponta Delgada, no âmbito da campanha para as eleições legislativas regionais agendadas para domingo, André Silva afirmou que as alterações climáticas “são visíveis” nos Açores, apontando como exemplos índices de pluviosidade menores, com ciclos de seca maiores, e fenómenos meteorológicos extremos associados a ciclones mais intensos.

“Os Açores têm uma produção de energia elétrica muito sustentada na queima de combustíveis fósseis. Há condições nos Açores para produzir energia limpa, seja através de energia eólica, solar ou fotovoltaica. É essa a transição que temos de fazer”, afirmou, acompanhado pelo porta-voz regional do partido, Pedro Neves, que é também cabeça de lista pelos círculos de São Miguel e da compensação.

Sublinhando que as alterações climáticas são um “cenário do presente”, André Silva defendeu a necessidade de mudanças em alguns setores da economia, “os causadores destas mesmas alterações climáticas”, como os transportes, a produção de energia e a forma como são produzidos os alimentos.

“É fundamental que a forma como nos movimentamos seja mais sustentável e daí caminharmos para uma mobilidade mais elétrica. Vamos, no fundo, fazer um caminho do abandono dos combustíveis fosseis”, acrescentou.

Para o porta-voz nacional do PAN, a pecuária é um dos grandes contribuidores dos Açores para a emissão de gases de efeito estufa, pelo que é necessária também a produção de alimentos “de forma mais sustentável”.

“Vivemos o culto da vaca muito por força do governo do Partido Socialista, com o apoio do PSD, e temos de aqui também, neste pilar da economia, fazer uma redução de efetivos de bovinos para atingirmos uma neutralidade carbónica”, afirmou.

Nas eleições regionais açorianas existe um círculo por cada uma das nove ilhas (São Miguel, Terceira, Faial, Pico, São Jorge, Graciosa, Santa Maria, Flores e Corvo) e um círculo regional de compensação, reunindo os votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

O PAN concorre por sete 10 dez círculos, não apresentando listas nas ilhas do Corvo, Graciosa e Santa Maria.

Ao todo, são 13 as forças políticas que se candidatam aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.



 
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