Pela primeira vez desde janeiro de 2023, a receita corrente foi inferior ao ano anterior, com o valor dos impostos arrecadados a ser inferior ao período homólogo.
Apesar da receita ter aumentado 1,90% de fevereiro de 2025 para 2026, fixando-se nos 256,2 milhões de euros, a despesa cresceu mais (5,42%), para os 321,9 milhões de euros.
Segundo o boletim, em fevereiro registou-se uma quebra significativa na receita corrente (7,7%), algo que não acontecia desde janeiro de 2023, altura em que esta rubrica foi 0,94% inferior a janeiro de 2022. Uma quebra explicada pela redução das transferência correntes da Administração Central (menos 15 milhões de euros).
Mas contrariamente ao registado nesse período, a receita fiscal em fevereiro passado foi inferior ao arrecadado há um ano: -1,51%, para um total de 139,8 milhões de euros.
Os impostos diretos quebraram 3,28% (40,9 milhões de euros), com tanto o IRS (2,64%) e o IRC(-14,90%) a arrecadarem menos verba do que em fevereiro de 2025; e os indiretos 0,76% (98,6 milhões de euros), com o ISP (9,95%), o IVA(6,21%) e o imposto de selo (11,29%) a serem os únicos impostos com variações positivas.
Já a receita capital cresceu 62,20%, para os 55,8 milhões de euros em fevereiro deste ano.
Ao
nível da despesa, tanto a corrente (7,17%), com 206 milhões de euros,
como a de capital (2,44%), com 115,8 milhões de euros, foram superiores
face ao período homólogo.
