Açores registam redução do número de dormidas turísticas pelo sexto mês consecutivo

Os Açores registaram a sexta descida consecutiva do número de dormidas em alojamentos turísticos, em fevereiro, com uma quebra de 5,9% face ao período homólogo, segundo dados revelados pelo Serviço Regional de Estatística (SREA)



“Em fevereiro, no conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico (hotelaria, alojamento local e turismo no espaço rural) dos Açores registaram-se 155,1 mil dormidas, valor inferior em 5,9% ao registado no mês homólogo”, lê-se no relatório de Atividade Turística do SREA.

Desde setembro que o número de dormidas em alojamentos turísticos na região é inferior ao registado no período homólogo.

Em setembro, a redução foi de 1,2%, em outubro de 2%, em novembro de 6,8%, em dezembro de 5,1% e em janeiro de 9,9%.

Em fevereiro, os Açores contabilizaram 55 mil hóspedes (menos 5,5%), que apresentaram uma estada média de 2,82 noites (menos 0,4%).

Apesar da descida, os números são influenciados pelo Carnaval, que este ano foi celebrado em fevereiro e no ano passado em março.

A redução de dormidas no arquipélago segue uma tendência contrária à verificada a nível nacional, já que o país cresceu, em média, 1,3% neste mês, segundo o relatório do SREA.

Das mais de 155 mil dormidas registadas em fevereiro nos Açores, 85,6 mil (55,2%) foram de turistas nacionais e 69,5 mil (44,8%) de turistas estrangeiros.

Em ambos os casos verificou-se uma quebra face ao período homólogo, ainda que tenha sido mais acentuada no mercado estrangeiro (10,6%) do que no mercado nacional (1,8%).

Entre os mercados externos, os Estados Unidos foram o maior mercado emissor, com 13,3 mil dormidas (19,1% das dormidas de residentes no estrangeiro), registando um aumento homólogo de 0,4%.

Em segundo lugar, surge a Alemanha, com 12,6 mil dormidas (18,1%), que apresentou uma redução de 0,2%, e em terceiro o Canadá, com 10,1 mil dormidas (14,5%), com uma subida de 0,6%.

Reino Unido (-45,6%), Espanha (-44,4%) e Ucrânia (-35,3%) foram os mercados externos com maiores quebras, enquanto Bélgica (23,5%), Polónia (8,8%) e Áustria (5,8%) apresentaram as maiores subidas.

Com 101,3 mil dormidas, a hotelaria concentrou 65,3% das dormidas turísticas no arquipélago, em fevereiro, seguindo-se o alojamento local, com 48,6 mil dormidas (31,3%), e o turismo no espaço rural, com 5,2 mil dormidas (3,4%).

Enquanto na hotelaria a redução face ao período homólogo foi de apenas 0,2%, no turismo no espaço rural atingiu os 8,5% e o no alojamento local os 15,8%.

Considerando apenas hotelaria e alojamento local, que concentraram 96,6% das dormidas, em fevereiro, só três das nove ilhas do arquipélago verificaram uma variação homóloga positiva no número de dormidas: Graciosa (82,2%), Terceira (6,9%) e Santa Maria (4%).

Em sentido inverso, as ilhas das Flores (-28,5%), Corvo (-24,1%), Faial (-15,9%), São Jorge (-11,0%), São Miguel (-8,1%) e Pico (-3,5%) apresentaram uma redução homóloga.

A ilha de São Miguel, a maior do arquipélago, concentrou 71,5% das dormidas em hotelaria e alojamento local (107,1 mil), seguindo-se Terceira, com 26,9 mil dormidas (18,0%), Faial, com 6,6 mil dormidas (4,4%), e Pico, com 4,1 mil dormidas (2,8%).

Com exceção de São Miguel, o mercado nacional teve um maior peso nas dormidas de todas as ilhas, sendo mais expressivo na Graciosa (91,7%), em Santa Maria (85,5%) e no Corvo (82,2%).

Entre os mercados externos, o norte-americano foi o que teve mais peso nas ilhas Terceira (13,6%), Faial (6,2%) e Graciosa (4,5%), enquanto o alemão se destacou em São Miguel (9,8%), São Jorge (7,4%), Pico (5,6%) e Santa Maria (5,0%).

Nas Flores o principal mercado externo foi o do Canadá (8%) e no Corvo o da Espanha (6,1%).

Na hotelaria, a taxa líquida de ocupação por cama atingiu 29,6%, em fevereiro, (menos 1,2 pontos percentuais), mas os proveitos totais subiram 7,1% para 6,2 milhões de euros.

Já o turismo no espaço rural apresentou uma taxa líquida de ocupação por cama de 18,1% (menos 1,5 pontos percentuais) e proveitos totais de 556,7 mil euros (mais 5,9%).

No alojamento local, não são apresentados dados sobre os proveitos, mas a taxa bruta de ocupação por cama foi de 20,1% (menos 2,9 pontos percentuais).

Segundo o relatório, 66,9% dos estabelecimentos de alojamento local ativos reportaram que não tiveram movimento de hóspedes em fevereiro (mais 3,4 pontos percentuais).


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