Região de Turismo dos Templários contra redução de regiões turísticas


 

Lusa/AO online   Economia   17 de Out de 2007, 18:56

O presidente da Região de Turismo dos Templários (RTT), constituída por dez concelhos dos distritos de Santarém e Castelo Branco, afirmou-se  à agência Lusa "frontalmente contra" a proposta de redução das actuais 19 para cinco regiões de turismo.
    Jorge Neves disse à Lusa que sempre defendeu a fusão da RTT com a Região de Turismo de Leiria/Fátima, aceitando, numa perspectiva "minimizadora", a proposta "5+2", ou seja, cinco regiões de turismo correspondentes às unidades territoriais para fins estatísticos de nível II (NUT-II), mantendo-se Lisboa e Porto como entidades autónomas.

    Jorge Neves entende que a proposta inviabiliza a afirmação como destino turístico e critica os pólos de desenvolvimento turístico identificados no Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT) por entender que se teve por referência investimentos previstos e "não se pensou estrategicamente".

    Como exemplo referiu o caso do Alqueva, cujo investimento ainda nem sequer está concluído.

    A RTT é composta pelos municípios de Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila de Rei (distrito de Santarém) e Oleiros, Proença-a-Nova e Sertã (Castelo Branco).

    A proposta da nova lei-quadro foi entregue esta semana às regiões de turismo, apontando para a criação de cinco regiões de turismo coincidentes com as regiões administrativas existentes em Portugal continental (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve), além das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

    O documento estabelece como princípios da nova reorganização "a cobertura de todo o território nacional", de modo a "permitir que cada um dos cinco pólos de desenvolvimento turísticos identificados" no PENT "tenha uma entidade dinamizadora interlocutora junto do órgão central do turismo".

    Jorge Neves considerou, contudo, como "mais valias" da proposta da tutela as novas competências previstas e as novas formas de financiamento.

    Segundo disse, a RTT está já a trabalhar no sentido de manter as dinâmicas próprias desta região e de criar um espaço que permita trabalhar "a marca Templários", a qual tem sido trabalhada numa perspectiva "macro" a nível externo juntamente com Lisboa.

    Também o presidente da Região de Turismo do Ribatejo, Carlos Abreu, disse à Lusa ser favorável à reorganização do sector e à utilização das NUT II como referência, na condição de Lisboa e Porto ficaram com "um estatuto diferente".

    "Lisboa e Porto têm de ficar de fora, tal como acontece já com os planos de ordenamento do território (PROT)", que são sete, com dois específicos para aquelas duas áreas metropolitanas, afirmou.

    Foi este, aliás, o sentido da posição da comissão regional de turismo, que apontou para a junção das regiões de turismo do Oeste, Ribatejo, Templários e dos concelhos da de Leiria/Fátima que pertencem à mesma NUT-II, ou seja, Fátima, Nazaré e Alcobaça, disse.

    "Lisboa esmaga-nos. Não conseguimos fazer qualquer promoção externa", afirmou.
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