Rede social Facebook apaga contas suspeitas de manipulação com origem no Irão

Rede social Facebook apaga contas suspeitas de manipulação com origem no Irão

 

Lusa/Ao online   Internacional   27 de Out de 2018, 11:35

A rede social Facebook anunciou este sábado ter apagado 82 páginas e contas suspeitas de uma “ação coordenada” de manipulação política com origem no Irão e destinada a utilizadores dos Estados Unidos e Reino Unido.

Os responsáveis disseram no entanto não “ter encontrado” uma ligação com o governo iraniano.

As páginas e contas apagadas mostravam “um comportamento ilegítimo e coordenado que teve origem no Irão”, escreveu hoje em comunicado o grupo Facebook, a dez dias das eleições legislativas nos Estados Unidos.

“Os administradores dessas páginas e os detentores das contas apresentavam-se como cidadãos norte-americanos, nalguns casos como britânicos, e publicavam conteúdos sobre assuntos muito políticos, como as relações interétnicas, a oposição ao Presidente (Donald Trump), e a imigração”, escreveu em comunicado Nathaniel Gleicher, responsável pela segurança informática do Facebook, que em agosto já tinha detetado atividades suspeitas com origem no Irão e apagado contas.

O responsável explicou que apesar de haver uma tentativa de esconder as verdadeiras identidades foi possível detetar que a atividade tinha uma ligação ao Irão, e acrescentou que os especialistas da empresa detetaram a atividade pela primeira vez na semana passada.

No entanto, “nós não encontrámos qualquer ligação com o governo iraniano, não podemos dizer com certeza quem é responsável” por esta atividade, frisou.

Nathaniel Gleicher disse ainda que dadas as eleições houve uma ação assim que a investigação inicial foi concluída e salientou que foram avisadas as autoridades dos Estados Unidos e do Reino Unido.

A rede social é muito criticada por não ter detetado campanhas de manipulação das eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2016, atribuídas à Rússia.

O grupo abriu recentemente uma “sala de crise” nos seus escritórios nos Estados Unidos, onde uma equipa se dedica a monitorizar qualquer atividade suspeita de manipulação da opinião pública.

A campanha para as eleições nos Estados Unidos tem sido marcada nos últimos dias por notícias sobre envio de pacotes-bomba a democratas, nomeadamente ao ex-Presidente Barack Obama e à ex-secretária de Estado Hillary Clinton, candidata presidencial derrotada em 2016.




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