Rali de Portugal com 23 especiais e 345 quilómetros cronometrados em 2026

O Rali de Portugal, que vai decorrer entre 07 e 10 de maio, terá este ano 23 especiais e 345 quilómetros cronometrados, de um total de 1.862 quilómetros previstos para a sexta ronda do Campeonato do Mundo (WRC)



A apresentação oficial da prova portuguesa do Mundial de Ralis decorreu  na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) e confirmou a antecipação da ação em um dia face ao que aconteceu nos últimos anos.

O arranque competitivo da edição de 2026 é antecedido, na quarta-feira, dia 06 de maio, pelo ‘shakedown, em Baltar, um dia antes do que vinha acontecendo.

A base operacional mantém-se na Exponor, em Matosinhos, antes da mudança para Viseu em 2027.

Na quinta-feira, 07 de maio, Coimbra acolhe a partida oficial do Rali, marcando o início da competição em pisos de terra, com três troços previstos, dois em terra e uma superespecial.

O primeiro troço disputa-se na região de Águeda e Sever do Vouga enquanto a segunda parte de Sever do Vouga e segue até Albergaria-a-Velha. O dia termina na Figueira da Foz, com uma superespecial citadina.

A sexta-feira, 08 de maio, concentra-se integralmente na região Centro, com o Rali de Portugal a voltar a alguns dos troços mais emblemáticos da prova, em Mortágua, Arganil, Lousã e Góis.

No sábado, 09 de maio, a competição estende-se também ao Norte, visitando os troços já tradicionais de Felgueiras, Cabeceiras de Basto, Amarante e Paredes, antes da superespecial de Lousada a fechar o penúltimo dia de prova.

As decisões ficam reservadas para o “Superdomingo”, último dia da corrida, com as especiais de Vieira do Minho e Fafe, esta a assumir o papel de ‘powerstage’, distribuindo 15 pontos extra pelos cinco mais rápidos.

A par das novidades para edição deste ano, foram igualmente divulgados esta quarta-feira os resultados do “Estudo do Impacto do WRC Vodafone Rally de Portugal 2025 na Economia do Turismo e Formação da Imagem dos Destinos: Portugal”, efetuado pela Universidade do Algarve.

De acordo com este estudo, o Rali de Portugal de 2025 gerou um impacto económico total estimado de cerca de 193 milhões de euros e registou cerca de um milhão de espetadores ao longo dos quatro dias de prova.

O presidente do Automóvel Club de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, que organiza o evento, diz que a edição deste ano do Rali de Portugal surge ainda mais forte.

“É um orgulho continuar a ver Portugal e este rali no pelotão da frente dos ralis mundiais, com uma visibilidade que chega a todo o mundo. Estamos seguros que 2026 será mais uma grande edição, com este espírito português tão característico e com a paixão dos adeptos, que é o verdadeiro combustível para esta prova”, disse.

Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, referiu que o Rali de Portugal é um dos eventos bandeira do turismo no país, porque “não apenas atrai muitos visitantes a zonas de menor densidade, como leva essas mesmas zonas a mais de uma centena de países por todo o mundo”.

O presidente do Turismo da Região Centro, Rui Ventura, destacou o impacto positivo da prova no território, “sendo o exemplo da verdadeira coesão territorial, pois transporta os territórios de baixa densidade para o centro do mundo automobilístico, atraindo visitantes para zonas que têm no turismo uma das suas atividades económicas centrais”.

Já para o presidente do Turismo da Região Norte, Luís Pedro Martins, o rali “é um verdadeiro exemplo da descentralização dos eventos no país, levando ao Centro e Norte de Portugal visitantes que, muitas vezes, apenas conheceriam outras zonas do país”.

O francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris) venceu a prova em 2025, garantindo o sétimo triunfo no evento, estabelecendo um novo recorde da prova lusa.

O piloto gaulês, que se sagraria campeão mundial pela nona vez, somou seis triunfos nas 14 provas do campeonato.

Em 2026, a prova realiza-se de 07 a 10 de maio.


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A Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) foi uma das entidades das Regiões Ultraperiféricas da União Europeia a subscrever uma carta dirigida ao Presidente da República francesa, Emmanuel Macron; ao Chefe de Governo de Espanha, Pedro Sánchez e ao primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, pedindo a defesa conjunta e “uma posição forte destinada a garantir o POSEI”