Fórmula 1

Raikkonen terá que esperar 15 dias pela confirmação do título


 

Lusa/AO   Motores   22 de Out de 2007, 18:10

Kimi Raikkonen (Ferrari) terá que esperar cerca de duas semanas pela confirmação do seu título mundial de Fórmula 1, devido ao recurso da rival McLaren-Mercedes
O finlandês Kimi Raikkonen (Ferrari) terá que esperar cerca de duas semanas pela confirmação do seu título mundial de Fórmula 1, conquistado domingo, no Brasil, após recurso da rival McLaren-Mercedes relativamente à gasolina utilizada pela BMW-Sauber e Williams-Toyota.
"Agora, a McLaren vai apresentar os seus argumentos ao Tribunal de Apelação da FIA (Federação Internacional do Automóvel), que deverá deliberar dentro de 15 dias", disse à Agência Lusa António Vasconcelos Tavares, o português que foi um dos três membros do colégio de comissários desportivos do Grande Prémio do Brasil, 17ª e última prova do calendário.
O piloto nórdico ganhou a corrida de Interlagos e ficou com mais um ponto no campeonato que o inglês Lewis Hamilton e o espanhol Fernando Alonso, os quais levaram os seus McLaren-Mercedes respectivamente aos sétimo e terceiro postos da prova.
Contudo, se o Williams-Toyota do alemão Nico Rosberg (quarto classificado) e os BMW-Sauber do polaco Robert Kubica (quinto) e do alemão Nick Heidfeld (sexto) forem desclassificados, por recurso a gasolina com temperatura inferior em mais de 10 graus à temperatura ambiente, Hamilton subirá ao quarto lugar da prova e ficará com mais dois pontos no Mundial que Raikkonen.
"Obviamente, que o facto de se poder mexer na classificação do Mundial pesou, mas, quando analisámos os factos, pusemos isso de lado. Vimos os novos elementos apresentados pela McLaren e decidimos que nada havia de novo", continuou Vasconcelos Tavares, revelando que só pôde abandonar o local cerca de sete horas após o final da prova, devido à longa reunião de comissários.
O antigo presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) revelou que, apesar de nos ecrãs oficiais da FIA ter aparecido a indicação de 37 graus como temperatura ambiente do Circuito Carlos Pace, foi também distribuída uma folha, com o logótipo da FIA, com a indicação de 33 graus como temperatura ambiente.
Segundo Vasconcelos Tavares, havia a convicção entre os responsáveis das equipas e os pilotos de o valor de referência da temperatura ambiente ser o que aparece dos ecrãs oficiais, mas tal "não está escrito nos regulamentos, logo não pode ser tomado em conta como valor referência", prevendo que aquela omissão seja corrigida nos regulamentos para 2008.
Entretanto, o espanhol Fernando Alonso, bicampeão do Mundo, culpou a própria equipa (McLaren-Mercedes) por falhar o título mundial devido a "algumas decisões feitas na segunda parte do Mundial".
"Não é segredo nenhum que eles (equipa) não me ajudaram, não fizeram nada por mim. Se Hamilton ganhar o campeonato, não será justo, e eu ficaria envergonhado por estar neste desporto. Se nos dão o título, não pensamos que é um presente, mas que o merecemos. Ele (Hamilton) ficaria maravilhado se lho dessem", afirmou Alonso.
Por seu turno, Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, qualificou o recurso da McLaren-Mercedes como um "stress inútil", adiantando que "o regulamento prevê que mesmo que alguns sejam desqualificados isso não significa que os pontos sejam entregues automaticamente a outros".
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