Açoriano Oriental
Açores/Eleições
PSD promete campanha de proximidade mas adaptada a tempos de pandemia

O PSD/Açores garantiu, esta quarta-feira, que irá adaptar a campanha para as regionais deste ano aos tempos de pandemia, mas não deixará de apostar na "proximidade" para mostrar ao eleitorado a necessidade de haver "alternância democrática" no poder.

PSD promete campanha de proximidade mas adaptada a tempos de pandemia

Autor: Lusa/AO Online

Em conferência de imprensa realizada em Ponta Delgada, o secretário-geral do partido, Luís Pereira, prometeu uma "campanha de proximidade, mas com distanciamento social e as regras normais do tempo" atual, de pandemia da covid-19.

O PSD/Açores, que candidata José Manuel Bolieiro a presidente do executivo regional, irá visitar as freguesias e promover contactos com a sociedade civil, "mas cumprindo com todas as regras" sanitárias, sublinha o secretário-geral.

Fora da agenda estarão eventos culturais ou que previsivelmente concentrem um grande número de pessoas.

O orçamento previsto para a campanha é de cerca de 350 mil euros, "menos 20% face a 2016" e "certamente" um dos mais baixos "das últimas décadas".

Os tradicionais brindes passam este ano somente por pequenos frascos de desinfetante de mãos e canetas.

"Os nossos 'outdoors' são as nossas ideias, são o nosso programa de Governo, que será apresentado publicamente em breve. (...) O PSD é uma alternativa credível e preparada para lidar a região nos próximos quatro anos", prosseguiu Luís Pereira.

As próximas eleições para o parlamento açoriano decorrem em 25 de outubro.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

Nas eleições regionais açorianas existem nove círculos eleitorais, um por cada ilha, mais um círculo regional de compensação que reúne os votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.

Vasco Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve 16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e último mandato como chefe do executivo.

No mais recente ato eleitoral, para as legislativas nacionais de 2019, estavam recenseados e aptos a votar nos Açores 228.975 eleitores.


 
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