PSD/Povoação rejeita contas de 2025 e critica “gestão municipal sem dinâmica”

Os vereadores do PSD alertam para dependência de fundos externos e falta de estratégia económica e social. Apontam ainda para o envelhecimento da população e oportunidades de financiamento não aproveitadas



Os vereadores do PSD na Câmara Municipal da Povoação, Francisco Gaspar e Edite Miguel, votaram contra o Relatório e Contas de 2025, afirmando que os documentos refletem “uma gestão municipal sem dinâmica, sem rasgo e sem a ambição necessária para promover a mudança estrutural que o concelho exige e precisa”.

Segundo a nota do PSD/Açores, os social-democratas não se revêem “num modelo de governação que está esgotado e é incapaz de responder aos desafios presentes e futuros do concelho da Povoação, pelo que, coerentemente, votamos contra o Relatório e Contas do ano passado”. Além disso, afirmam que há uma forte dependência da autarquia de transferências externas, referindo que “grande parte da receita municipal assenta em fundos do Estado, da Região e de programas comunitários, estes últimos com parco aproveitamento”. Para os vereadores, esta situação demonstra a falta de dinamismo económico local e de uma estratégia eficaz de criação de riqueza.

Apesar de reconhecerem alguns indicadores positivos, como o controlo do endividamento e a estabilidade financeira, Francisco Gaspar e Edite Miguel alertam para um modelo de governação centrado na manutenção em vez da transformação. 

“O orçamento é executado, mas não se vê um caminho claro de transformação económica e social”, afirmam, acrescentando que mesmo no apoio social a famílias, estudantes e instituições, “o modelo assenta, em grande medida, numa lógica assistencialista e na procura do voto fácil”.

Os social-democratas também afirmam que há problemas estruturais persistentes no concelho: baixos rendimentos, pouco poder de compra, dificuldades na criação de emprego estável, envelhecimento acentuado da população e perda contínua de jovens.

Os vereadores do PSD na Povoação criticam ainda “o não aproveitamento pleno das oportunidades de financiamento disponíveis, nomeadamente ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), como tem sido feito pelos demais concelhos da ilha de São Miguel”.

“Num momento em que existem instrumentos concretos para promover a reabilitação urbana, aumentar a oferta habitacional e fixar população, o município não tem demonstrado a capacidade ou a iniciativa necessária para captar esses recursos e transformá-los em soluções efetivas”, concluem Francisco Gaspar e Edite Miguel.

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