PSD de Menezes deixa cair a redução de impostos

PSD de Menezes deixa cair a redução de impostos

 

Lusa/AO online   Nacional   3 de Out de 2007, 17:42

O deputado do PSD Henrique de Freitas deixou cair uma das principais 'bandeiras' do ex-líder social-democrata Marques Mendes, assegurando que o partido não defenderá "de imediato" a redução dos impostos.
        "Os dados já conhecidos da execução orçamental deste ano mostram bem o descontrolo da despesa pública e o falhanço de políticas orçamentais deste Governo. Nestes termos, e só devido à má governação socialista, o PSD não defenderá, de imediato, a diminuição dos impostos, nomeadamente o IRC e do IVA, antes que seja visível uma consolidação orçamental sustentada", disse Henrique de Freitas, numa declaração política no plenário da Assembleia da República.

    A redução imediata do IRC e do IVA era uma das principais 'bandeiras' do antigo líder do PSD Marques Mendes, que foi derrotado por Luís Filipe Menezes no domingo, nas eleições directas para a presidência social-democrata.

    Durante a campanha interna, Luís Filipe Menezes já se tinha afastado desta proposta de Marques Mendes, considerando que isso conduziria a "um buraco orçamental".

    "Se neste momento, levianamente, fossemos descer impostos (…), o que conseguíamos era haver uma automática descida brutal da receita, um buraco orçamental que conduziria a défices extremamente perigosos e colocaria em causa a credibilidade internacional do país. Era irresponsável neste momento", disse Luís Filipe Menezes na semana passada, em entrevista à Agência Lusa.

    Apesar do abandono da proposta de redução dos impostos, o deputado social-democrata Henrique de Freitas desafiou o Governo a revelar quais são "os parâmetros objectivos que conduzirão à desejável descida de impostos, sem ser o óbvio calendário eleitoral".

    Apesar de não responder ao desafio, o deputado do PS José Junqueiro fez questão de sublinhar a mudança de estratégia do PSD.

    "Este PSD diz não um lema máximo até há dois ou três dias", salientou.

    Na sua declaração política, Henrique de Freitas sublinhou também o facto do PSD ser "um partido aberto, plural e saudavelmente conflitual".

    "Somos um partido que está bem consigo próprio", salientou, assegurando que os sociais-democratas não têm "os mesmos tiques dos socialistas" e não querem "escapar às suas responsabilidades".

    Antes, Henrique de Freitas tinha já deixado duras críticas ao executivo de José Sócrates, acusando o Governo de "a tudo querer escapar" e dando como exemplo a forma como o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, "escapou à manifestação dos polícias, refugiando-se no Museu dos Coches".

    "Como pode este Governo escapar à responsabilidade dos maus resultados alcançados na acção governativa? Como pode este Governo olhar para o passado e só ver PSD? Nós não temos má consciência quanto ao nosso passado", assegurou.

    O problema, acrescentou, "é o PS que não quer reconhecer a sua própria sombra", pois foram os socialistas que governaram o país entre 1995 e 2001 e desde 2005.
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