Jornal de campanha

PSD contraria PP e diz que o povo é que decide

PSD contraria PP e diz que o povo é que decide

 

Olímpia Granada   Regional   7 de Out de 2008, 11:15

 Por ruas e canadas da rural Pilar da Bretanha, a chuva atrasou mas não demoveu candidatos sociais democratas da acção de campanha, onde o discurso do CDS-PP foi apelidado de derrotista por se conformar com vitória socialista
Numa freguesia onde a maior parte dos habitantes vive da terra, o segundo candidato da lista social-democrata por São Miguel às eleições legislativas regionais e vice-presidente do partido,  José Manuel Bolieiro, revelou acreditar no provérbio popular de que ”até ao lavar dos cestos é vindima”. 
Entre o lugar de João Bom e até ao largo do Pilar da Bretanha, a comitiva laranja andou ontem, muito, ao final do dia pelas ruas daquela que é a última freguesia do lado norte do Concelho de Ponta Delgada, a cerca de 30 quilómetros da cidade, porta a porta, café a café.  E para este dirigente do PSD/Açores - tal como vem escrito nos panfletos de campanha que ia distribuindo - “está nas mãos das pessoas”.
Daí que José Manuel Bolieiro critique a posição do líder do CDS-PP/Açores, Artur Lima, que durante um discurso de campanha afirmou que os socialistas já tinham ganho à partida as eleições do próximo dia 19 e que, como tal, os açorianos tinham que escolher a oposição que queriam ter no Parlamento Regional.
“Em primeiro lugar é um discurso derrotista, e em segundo lugar é um discurso que não honra nem a vontade do povo e a liberdade democrática nem aquele que é o trabalho de afirmação e de alternativa que compete a qualquer partido”, disse.
Entre cumprimentos e apelos ao voto, pelo partido e  contra a abstenção, o candidato social-democrata defendeu que compete “seguramente ao PSD e é essa a nossa convicção e é esse o nosso dever democrático, de  fazer oposição, mas também de afirmar uma alternativa de governo”.
“A vontade do povo ditará o nosso comportamento depois das eleições mas, em período pré-eleitoral, nós trabalhamos para afirmar a alternativa e essa é uma diferença substantiva  em relação, desde logo, ao Partido Popular e a qualquer outro partido que se prepara, não para uma alternativa mas apenas para a captação  de alguns votos e de representação parlamentar”, concluiu.
Nesta acção de campanha, onde também estiveram os candidatos Berta Cabral, Pedro Gomes, Helena Costa e Fátima Costa Dias pelo círculo eleitoral de São Miguel, a comitiva apelou ao voto no PSD e contra a abstenção. “É uma obrigação de todos os partidos políticos e de todos os candidatos informar e combater este adversário que é de todos: a abstenção”, defendeu Bolieiro.
 E para que ninguém tivesse desculpas para não ir votar, a explicação da importância do voto acompanhou a distribuição de esferográficas.
Nas Flores, também o líder do PSD/Açores distribuiu ontem à tarde panfletos e contrariou a opinião de um popular que afirmou não votar há oito anos por não acreditar nos políticos. “A forma de mostrar descontentamento é outra”, retorquiu Carlos Costa Neves.
No centro da vila de Santa Cruz, a Lusa noticia que o candidato ‘meteu’ conversa com eleitores, turistas e imigrantes “assustados” com os microfones dos jornalistas.  “Queria trazer outras coisas, como mais rendimento, saúde, mas para isso as pessoas têm de ajudar”, disse Costa Neves sobre os brindes.
O candidato social-democrata a presidente do Governo Regional participou também à noite num jantar comício na sede do grupo desportivo “Minhocas”.
A ilha das Flores tem cerca de quatro mil habitantes e elege três deputados.

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