PSD apoiará tudo o que considerar importante para Portugal

O presidente do PSD declarou que o seu partido avaliará em cada momento o que considera "mais importante para Portugal" e apoiará tudo o que considerar que se enquadra na sua "visão positiva da sociedade portuguesa".


 

Pedro Passos Coelho enunciou estes princípios que nortearão o PSD na oposição no encerramento do debate do Programa do XXI Governo Constitucional, na Assembleia da República, adiantando: "Contarão connosco para promover a responsabilização no sistema político e o aprofundamento da maturidade e da liberdade que deve assistir à sociedade civil e aos cidadãos".

Contudo, voltou a defender que, quando precisar dos votos do PSD, o PS deve aceitar novas eleições: "No dia em que o nosso apoio possa ser decisivo para alcançar algum resultado essencial que a maioria que suporta o Governo não for capaz de garantir, apenas esperamos que tenham a dignidade de disso retirarem a consequência natural e devolverem a palavra ao povo".

Em entrevista à RTP, a 20 de novembro, Passos Coelho já tinha defendido que, no dia em que precisasse dos votos do PSD ou do CDS-PP "para aprovar alguma matéria que seja importante", o secretário-geral do PS, António Costa, deveria pedir desculpa ao país e demitir-se de primeiro-ministro.

Hoje, depois de acusar o secretário-geral do PS de ter formado um Governo "nas costas do povo" com o apoio de BE, PCP e PEV, Passos Coelho afirmou que exercerá "o papel de reserva e alternativa de Governo" e será uma "oposição determinada, séria e responsável".

No final do seu discurso, o ex-primeiro-ministro elencou "os princípios que nortearão, agora na oposição, como antes no Governo", o PSD.

Passos Coelho disse que o PSD, "sendo uma oposição determinada, séria e responsável", estará "contra tudo o que represente um retrocesso ou um ataque ao país moderno, aberto, cosmopolita, competitivo, exigente, reformista e justo" que defende, mas "não deixando de apoiar tudo o que promova esta visão positiva da sociedade portuguesa".

"Quando à atividade governativa, bem sei que não está na conta dos atuais governantes pedirem-nos apoio para suportar o Governo. Ainda bem, porque quem perdeu as eleições e recusou apoio a quem ganhou não tem autoridade política para destes reclamar apoio no futuro", prosseguiu.

"Mas, insisto, nós avaliaremos sempre, em cada momento, o que considerarmos mais importante para Portugal, independentemente da vontade do Governo", acrescentou.

PUB

Uma operação policial realizada na freguesia de São José, em Ponta Delgada, resultou na apreensão de material suspeito de constituir produto de furto realizado no Aeroporto João Paulo II, divulgou a PSP