PS promete "Ilhas com Futuro", PSD tenta convencer que "Melhor é Possível"


 

Lusa/AO   Regional   3 de Out de 2008, 08:40

O PS/Açores apresenta cerca de 800 medidas que prometem umas “Ilhas com Futuro”, enquanto que o PSD/Açores avança com um Programa Eleitoral para convencer os eleitores que “Melhor é Possível”, se ganhar as eleições deste mês.
Combater o analfabetismo digital e facilitar o acesso gratuito à internet em todas as ilhas são duas das promessas eleitorais dos dois maiores partidos concorrentes às legislativas regionais que vão escolher 57 deputados açorianos.

    Entre 2008 e 2013, socialistas e social-democratas pretendem implementar políticas que promovam a generalização do acesso às vantagens da sociedade de informação e comunicação, como forma de ultrapassar problemas inerentes a uma região arquipelágica.

    No poder desde 1996, o PS/Açores promete estender a todas as ilhas a internet sem fios (wireless), de forma gratuita, à semelhança do que já acontece em várias cidades europeias.

    Alcançar, em 2013, uma taxa de 90 por cento de agregados domésticos com computador, estimular o tele-trabalho e aumentar o investimento privado em Investigação e Desenvolvimento são outras das propostas eleitorais do PS/Açores por Carlos César.

    Também o PSD/Açores se compromete a alargar a rede de internet sem fios na região, promover emprego através das TIC e criar pontos públicos de acesso à internet em todas as freguesias.

    Dividido em cinco capítulos, o Programa Eleitoral socialista, com o título “Açores Ilhas com Futuro”, resultou do “Fórum 2013”, que reuniu propostas de personalidades de vários sectores de actividade nas nove ilhas.

    Na Saúde, o PS/Açores promete aumentar a cobertura de médicos de medicina geral e familiar nas ilhas, criar uma linha telefónica de apoio aos doentes e fomentar a complementaridade entre as deslocações de especialistas e a telemedicina, aproveitando as potencialidades da informatização do Serviço Regional de Saúde.

    Além de estimular a deslocação de médicos especialistas às ilhas e contratualizar com médicos de clínica geral para, em horário suplementar, assumirem as listas de utentes sem médico de família, o PSD/Açores quer acabar com o “subfinanciamento crónico” do Sistema Regional de Saúde e criar o Observatório da Saúde.

    Ambos os partidos estão, ainda, preocupados com as listas de espera, mas, enquanto os socialistas prevêem aperfeiçoar o seu programa e estendê-lo a todas a unidades de saúde na região, os social-democratas defendem o recurso às convenções com privados para reduzir a lista de espera, nomeadamente, nos exames complementares de diagnóstico.

    Com o lema “Melhor é possível”, o PSD/Açores liderado por Carlos Costa Neves, estruturou o seu programa eleitoral em oito capítulos, onde apresenta as suas propostas de governação para o arquipélago, se vencer as eleições regionais de 19 de Outubro.

    A redução do IRS em 30 por cento para todos os escalões, para promover a inclusão da classe média e a revitalização do consumo privado, e a criação de 14 mil postos de trabalho na região, dos quais 8 mil destinados a mulheres, sãos as grandes propostas económicas dos social-democratas.

    O PSD pretende, ainda, que o Produtor Interno Bruto (PIB) nos Açores atinja 75 por cento da média da União Europeia em 2013 e estimular as pequenas e medias empresas a criar postos de trabalho.

    Para os socialistas, importa aumentar a eficiência fiscal e a transparência financeira, sem aumentar o esforço fiscal dos contribuintes, garantir, em Janeiro de 2010, um salário mínimo de 500 euros e, num prazo máximo de 100 dias, dar “uma resposta adequada” aos desempregados que se inscreverem nas Agências para a Qualificação e Emprego.

    A melhoria do rendimento dos agricultores, o rejuvenescimento do tecido empresarial agrícola, a promoção dos produtos agrícolas e a defesa da quota leiteira são objectivos comuns aos dois maiores partidos que concorrem às eleições regionais.

    No entanto, os sociais-democratas consideram útil a criação de um observatório de preços dos produtos agrícolas e a promoção da agricultura biológica, enquanto os socialistas vão incentivar o aparecimento de unidades de comercialização de produtos açorianos, como a carne, em grandes mercados, e instalar indústrias transformadoras nas ilhas de menor dimensão.

    Relativamente aos transportes, o PSD/Açores tenciona reduzir o custo das passagens áreas em 20 por cento, disponibilizar tarifas aéreas promocionais no Verão e Inverno e anular o actual regime de “code share” no serviço público efectuado pelas transportadoras aéreas SATA e TAP entre a região e o continente.

    Se formarem governo a partir de Outubro, os social-democratas pretendem, ainda, garantir uma tarifa única para os emigrantes nos voos da América do Norte para os Açores e estabelecer uma “ponte marítima rápida”, de passageiros e viaturas, entre as ilhas do Faial, Pico e São Jorge.

    Apesar da manutenção da obrigação de serviço público nas rotas entre as ilhas ser, para o PS/Açores, um ponto de honra, o partido admite a necessidade de “introdução de uma flexibilidade tarifária” e criar um fundo regional de apoio a novas rotas.

    Na Educação, o PS defende a revalorização do ensino profissional, criação de programas de mobilidade dos alunos entre as ilhas em regime de troca da ambiente familiar e fomentar o empreendedorismo, enquanto o PSD quer fixar em 20 o número máximo de alunos por turma e em 800 o “número ideal” de alunos por escola.

    Os sociais-democratas querem, também, apoiar os reformados e cidadãos portadores de deficiência, com pensões inferiores ao salário mínimo, na aquisição a 100 por cento dos medicamentos e prestações de serviços de saúde, num valor mensal de 100 euros.

    No apoio social, os socialistas dão primazia ao alargamento da rede de apoio domiciliário e promoção, com o auxílio da Segurança Social, do turismo sénior e outros programas activos para idosos.

    Ao nível ambiental, os socialistas querem atingir uma cobertura de 90 por cento de escolas abrangidas pelo programa Eco-Escolas até 2013, garantir pelo menos uma Ecoteca por concelho, implementar o sistema de registo de resíduo dos Açores e construir o museu do mergulho na ilha Graciosa.

    O PSD preconiza, neste sector, a ampliação da rede regional de Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR’S) e um “auxílio especial” do Governo da República e da União Europeia para resolver problemas ligados à eutrofização de recursos hídricos.

    Ambos os programas eleitorais destacam o fomento das energias renováveis, para tornar a região menos dependente do exterior e numa referência internacional.

    Neste capítulo, os socialistas apostam na construção de novos projectos geotérmicos, hídricos e eólicos para atingir em cinco anos 50 por cento de produção de energia eléctrica renovável em todo o arquipélago.


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