Projeto liderado pelo Técnico pretende levar às escolas economia de baixo carbono


 

Lusa/Ao online   Nacional   6 de Out de 2018, 11:33

O projeto internacional ClimACT, liderado pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa, um dos finalistas da edição de 2018 dos prémios europeus RegioStars, procura garantir uma transição para a economia de baixo carbono nas escolas.

A iniciativa arrancou em 2016 e junta nove parceiros de Portugal, Espanha, França e Gibraltar, que trabalham para promover "uma transição de economia de baixo carbono" em 39 escolas, abrangendo cerca de cinco mil alunos, disse à agência Lusa a coordenadora do projeto internacional, Marta Almeida.

O ClimACT está entre os finalistas dos prémios RegioStars 2018, um galardão com o qual a Comissão Europeia distingue projetos inovadores e de boas práticas de desenvolvimento regional, apoiados por fundos europeus. O vencedor será conhecido na terça-feira, numa cerimónia que terá lugar em Bruxelas, onde decorre a Semana Europeia das Regiões e das Cidades.

Segundo Marta Almeida, o projeto internacional pretende garantir melhor eficiência energética e de recursos nas escolas, mas também incitar a mudanças comportamentais.

Nesse sentido, a equipa fez auditorias em 2016 às escolas, para identificar a performance ambiental e energética das escolas, nomeadamente a gestão dos resíduos, transportes, espaços verdes e o tipo de compras que faziam, para depois identificarem melhorias que poderiam ser aplicadas em cada um dos estabelecimentos de ensino.

No entanto, a medida que acabar por "dar mais nas vistas" dentro do ClimACT, que em Portugal trabalha com escolas de Loures, Lisboa e Matosinhos, foi "a componente de sensibilização e envolvimento da comunidade escolar".

Por forma a garantir que o projeto deixa raízes e não se torne apenas numa iniciativa efémera, a equipa decidiu envolver toda a comunidade escolar, seja através de uma plataforma educacional para capacitar os professores, jogos para os alunos aprenderem ou a integração de toda a comunidade nas próprias auditorias e no desenvolvimento de planos, explanou.

"Criámos uma comissão de baixo carbono em cada escola, com professores, alunos, pais e todos aqueles que podem contribuir para a transição, como os municípios. Essas comissões são independentes do projeto para poderem dar continuidade" à iniciativa, avançando com avaliação das medidas, implementação das mesmas e comunicação dos resultados de forma autónoma, frisou Marta Almeida.

De acordo com a coordenadora, desta forma é possível sensibilizar não apenas a geração de jovens que hoje está nas escolas, mas também os seus pais - "as crianças levam as aprendizagens para casa" -, assim como, no futuro, os seus filhos.

A presença no projeto da Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), que gere o projeto Eco-Escolas em Portugal, permite ainda partilhar o resultado com esta rede seja no país, seja no mundo, frisou.

Portugal tem quatro projetos entre os 21 finalistas dos RegioStars, dois do Norte e dois do Centro.

O i3S - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde e o Centro de Negócios e Serviços Partilhados do Fundão concorrem na categoria de apoio à transição industrial inteligente, o projeto Kastelo na área de melhor acesso a serviços públicos e o Museu da Vista Alegre na categoria de investimento no património cultural.

Portugal está ainda representado no projeto internacional ClimACT, um consórcio de nove instituições europeias liderado pelo Instituto Superior Técnico, de Lisboa.



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.