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PPM quer aumentar valor das diárias dos doentes deslocados

O PPM/Açores deixou o compromisso de aumentar o valor das diárias dos doentes deslocados e criar, já na próxima legislatura, uma infraestrutura em Lisboa que possa acolher e apoiar quem se desloca ao continente para tratamentos médicos.

PPM quer aumentar valor das diárias dos doentes deslocados

Autor: Lusa/AO Online

"O que acontece é que estas diárias não cobrem nem pouco mais ou menos um conjunto de despesas associadas à deslocação, refeições, ao alojamento e a todas as despesas dos doentes deslocados", disse à agência Lusa o líder do PPM nos Açores e candidato às regionais do próximo domingo pelo Corvo, Paulo Estêvão.

O atual deputado regional, eleito pelo Corvo, esteve hoje em campanha eleitoral nas Flores, acompanhado pelo líder nacional, Gonçalo da Câmara Pereira, e pelo candidato pela ilha Gustavo Alves.

Paulo Estêvão disse que o pagamento das ajudas “também não é processado de imediato", o que "causa problemas sobretudo às famílias mais desfavorecidas" e a quem "tem uma quebra muito acentuada nos rendimentos por estar tanto tempo deslocado".

Por isso, o PPM “compromete-se nestas eleições a aumentar o apoio para as diárias aos doentes deslocados", avançando ainda com um outro projeto que "tem sido aceite com entusiasmo por parte das pessoas", para criar "em Lisboa uma residencial da administração regional (da Secretaria da Saúde e da Solidariedade Social) que possa apoiar a nível social, de saúde e a nível psicológico, e alojar os açorianos" que se deslocam à capital para tratamentos médicos.

"E são muitos os açorianos que têm de ir a tratamentos a Lisboa e que se sentem muito desapoiados. Ainda por cima, estão a enfrentar situações difíceis do ponto de vista da doença e, portanto, estão muito fragilizados", denunciou.

O valor das ajudas diárias pago aos doentes deslocados, acrescentou, "não é uniforme" e "é majorado de forma diferente" de caso para caso, dependendo de fatores como "o rendimento, a patologia que estão a enfrentar e o período de duração do tratamento".

"Neste momento não nos estamos a comprometer com um valor, porque temos a consciência absoluta de que não temos verdadeiramente conhecimento da situação financeira que estamos a enfrentar e não sabemos quanto tempo é que a pandemia se irá manter, que dificuldades económicas é que isto irá criar. Mas, o nosso compromisso é aumentar estas diárias em todas as circunstâncias", referiu.

Outra prioridade do PPM é a fixação de médicos, nomeadamente nas ilhas mais periféricas: "Somos confrontados permanentemente com quadros que têm necessidades muitíssimo superiores à dotação atual, o que obriga os poucos clínicos que temos nas ilhas mais periféricas a um esforço mais significativo”.

Segundo o monárquico, também o problema das cirurgia em atraso se "acentuou muito com a pandemia", tal como a aposta inicial do executivo socialista de enviar médicos especialistas às várias ilhas, para evitar a deslocação de doentes, tem neste momento uma resposta “muitíssimo insuficiente”.

"Não há uma deslocação regular de médicos especialistas e nem sequer é previsível. E nem sequer há uma calendarização", criticou o candidato, dizendo que ao longo da legislatura que agora termina solicitou "muitas vezes" a calendarização das deslocação.

O candidato, que visitou as instalações da Unidade de Saúde de Santa Cruz das Flores, chamou ainda a atenção para “a deficiência dos cuidados de saúde que são neste momento prestados na ilha”, com problemas nas instalações e "falta de muitos meios tecnológicos fundamentais".

O PPM concorre às eleições em todos os círculos, sendo que, no Corvo, apresenta uma candidatura em coligação com o CDS-PP.

Há 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.


 
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