A distribuição da perda desses postos de trabalho fez-se de forma heterogénea: os bancos britânicos e alemães foram aqueles que tiveram mais perdas de postas de trabalho, enquanto os bancos na Estónia, Letónia, Irlanda e Espanha foram os que mais postos de trabalho criaram.
A deslocalização de alguns sectores dos bancos para fora da União Europeia (como os serviços tecnológicos ou de contabilidade) não explica esta evolução do emprego no sector, segundo os analistas do Deutsche Bank, já que apenas 10 por cento desses empregos perdidos são explicados por isso.
As reestruturações internas são a principal causa dessa tendência, já que justificam 73 por cento desses postos de trabalho perdidos, seguidos de longe pelos 14 por cento de operações de fusões e aquisições.
A mesma análise do Deutsche Bank refere ainda que a maioria dos bancos que efectuaram operações de deslocalização conseguem reduzir os custos, embora essas poupanças (entre os 10 e os 20 por cento) só se façam sentir ao longo do tempo. No primeiro ano, mais de 30 por cento dos bancos tiveram aumento de custos, percentagem que desce para dois por cento depois de passados cinco anos.
O estudo não refere dados sobre a banca portuguesa.
Emprego
Postos de trabalho na banca diminuem
Nos cinco anos entre 2001 e 2006, o emprego na banca europeia caiu em média quatro por cento ao ano, tendo sido eliminados 125 mil postos de trabalho, segundo os analistas do Deutsche Bank.
Autor: Lusa/AO online
