Possibilidade de golpe de Estado na Tailândia excluída

Possibilidade de golpe de Estado na Tailândia excluída

 

Lusa/AO online   Internacional   2 de Set de 2008, 12:00

O chefe do Estado-Maior do Exército tailandês, Anupong Paojinda, excluiu a possibilidade de se registar um golpe de Estado na Tailândia, horas depois de o primeiro-ministro Samak Sundaravej ter proclamado o estado de emergência em Banguecoque.
"Não há possibilidade [de ocorrência] de um golpe de Estado. Devemos virar-nos para um mecanismo parlamentar", adiantou o general Anupong, em conferência de imprensa.

    "Se utilizássemos meios militares para resolver este problema, tal não seria aceitável. Essa via está totalmente encerrada", disse.

    Em 2006, o exército tailandês derrubou o primeiro-ministro Thaksin Shinawatra na sequência de acusações de corrupção e falta de respeito para com a monarquia. Tratou-se do primeiro golpe de Estado desde 1991.

    Samak Sundaravej, acusado pelos adversários de ser um "testa de ferro" do seu antecessor, decretou hoje o Estado de emergência, em Banguecoque, após violentos confrontos nocturnos entre apoiantes e adversários do governo.

    O primeiro-ministro encarregou o general Anupong de manter a ordem, juntamente com o chefe da polícia nacional e o comandante militar da região de Banguecoque.

    Cerca de 600 manifestantes estabeleceram hoje, em Banguecoque, um controlo de segurança em torno da estação televisiva ASTV gerida por Sondhi Limthongkul, um dos líderes da Aliança do Povo para a Democracia, que tem incentivado os protestos iniciados há vários dias.

    O primeiro-ministro decretou o estado de emergência após confrontos entre manifestantes pró e antigoverno que provocaram um morto e 44 feridos, numa altura em que a sede do governo se encontra cercada por cerca de 15 mil pessoas - tendo Samak avisado já que, com o estado de excepção, os promotores do cerco terão de dispersar.

    Neste clima de tensão crescente, a Comissão Eleitoral recomendou hoje a dissolução do partido que suporta o Governo, o Partido do Poder do Povo, acusando-o de envolvimento na compra de votos, nas eleições legislativas de Dezembro de 2007.

    Sete meses depois de tomar posse, o Governo encontra-se cercado na sua sede por 15 mil pessoas, 43 sindicatos ameaçaram paralisar 200 mil pessoas na quarta-feira e o estado de emergência foi decretado em Banguecoque.

    A Aliança do Povo para a Democracia iniciou uma série de protestos contra o governo tailandês em Maio, liderada por Sondhi Limthongkul, acusando o governo de corrupção e de ser uma réplica do Executivo encabeçado por Thaksin Shinawatra, deposto em Setembro de 2006, num golpe de Estado perpetrado pelos militares.

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