Português suspeito de homicídio no EUA queria obter resgate, defende investigador


 

Lusa/Ao online   Internacional   17 de Fev de 2019, 14:45

Um investigador do homicídio alegadamente cometido pelo português Javier Enrique Da Silva Rojas nos Estados Unidos disse que o arguido poderá ter cometido um rapto com intenção de pedir recompensa de resgate, segundo documentos consultados pela Lusa.

No documento a que a Lusa teve acesso, o agente especial do Federal Bureau of Investigation (FBI), com mais de 20 anos de serviço, fez um depoimento em tribunal em 12 de fevereiro, para determinar se a morte de Valerie Reyes se tratou de um homicídio cometido pelo português Javier Enrique Da Silva Rojas, de 24 anos.

Nas palavras do agente, o arguido “ilegalmente capturou, prendeu, seduziu, montou uma armadilha, raptou, abduziu, levou e manteve como refém para resgate e recompensa uma pessoa”, enquanto a vítima se encontrava consciente, na noite de 28 a 29 de janeiro.

Javier Enrique Da Silva Rojas, preso e acusado de homicídio nos Estados Unidos, foi encontrado pelas autoridades norte-americanas por ter utilizado um carro alugado na noite do crime.

A agência Lusa teve hoje acesso a um documento do relato de um investigador em tribunal, que conferiu que na noite do suposto homicídio, de 28 para 29 de janeiro, o cartão bancário da vítima foi utilizado numa caixa multibanco para um levantamento de mil dólares (875 euros).

A acusação recaiu sobre Javier Enrique Da Silva Rojas depois da análise de gravações vídeo à volta do banco onde se fez o levantamento, indicando que o suspeito presente na hora do levantamento, às 05 da manhã, se deslocava num carro preto de matrícula em Flushing, Queens, de uma companhia de aluguer de carros.

Os responsáveis da companhia de aluguer de carros disseram aos investigadores que o aluguer do veículo foi de 28 a 29 de janeiro.

O investigador disse também que a vítima foi “conscientemente transportada em comércio (tráfico) interestadual”, tendo sido raptada por Javier Da Silva Rojas em casa, em New Rochelle, no Estado de Nova Iorque e levada para Greenwich, no Estado de Connecticut.

O investigador considerou que o arguido transportou a vítima com fita adesiva na boca e nas mãos numa mala vermelha até Greenwich, onde se “livrou do corpo dela, o que resultou na morte da vítima”.

A investigação determinou que Javier Enrique Da Silva Rojas e a sua vítima, Valerie Reyes, terminaram um namoro há cerca de um ano.

A mulher foi dada como desaparecida pela mãe, pai e namorado em 30 de janeiro deste ano.

A mala vermelha que continha o cadáver foi encontrada a 05 de fevereiro por trabalhadores da autoestrada de Glenville Road, que abriram o saco e viram uma mulher descalça, de mãos, pés e joelhos ligados, e com sinais de trauma craniano, hematoma e ferimentos na cara.

A vítima foi identificada pelo pai e irmão, disse o agente, que sublinhou que a autópsia do dia seguinte revelou tratar-se de um homicídio.

O agente, que disse ter retirado as informações em conversas com testemunhas e polícias e através de gravações, acrescentou também que se escusa a indicar diversos outros factos sobre o caso, por se tratar de um depoimento para estabelecer se houve crime.



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