"Portugal vive crise política porque o governo não tem prestígio e está desgastado"

"Portugal vive crise política porque o governo não tem prestígio e está desgastado"

 

Lusa / AO online   Nacional   10 de Jan de 2010, 15:23

O eurodeputado do PSD, Paulo Rangel afirmou hoje em Braga que "Portugal vive uma crise que não é só económico-financeira, é uma crise política porque o Governo não tem prestígio e está desgastado".

"Um dos pilares da democracia e da governabilidade que é o poder executivo está decrépito, em declínio e em degenerescência acelerada", declarou, sustentando que o país "vive também uma grave crise do poder judicial, outro pialr da democracia".

Paulo Rangel falava durante um almoço de ano novo organizado pela Concelhia de Braga do PSD, liderada por João Granja, e em que estiveram presentes o líder da Distrital, Virgílio Costa e o líder da oposição na Câmara Municipal, Ricardo Rio.

Paulo Rangel declarou que, "os 15 anos de políticas socialistas e os cinco anos de socialismo do engenheiro Sócrates levaram Portugal à maior crise da justiça de que há memória".

"Basta haver uma crise nestes dois poderes, no executivo e no judicial para que tenhamos de assumir a gravidade e a profundidade da crise em que vivemos", afirmou.

Para Rangel "algum partido tem de apresentar um projecto e uma solução, tem de trazer uma resposta à crise", posto que - acentuou - "a população portuguesa sabe que estamos sem esperança, sem vislumbrar uma saída".

"Só vejo uma possibilidade: o PSD estar à altura da sua responsabilidade histórica para responder ao anseio dos portugueses", referiu, dizendo ser necessário uma ruptura e que esta passa por "refundar a social-democracia como projecto para Portugal".

Sustentou que a refundação obriga a que o partido, antes de andar a discutir protagonistas, debata um projecto, o qual - - disse - deve ter duas características, a primeira das quais, "a de não criar ilusões a ninguém, pois não se pode mais prometer aos portugueses facilidades nem ilusões que a situação não comporta".

A segunda - acrescentou - "a de fazer uma ruptura com a promiscuidade entre público e privado algo que tem sido apanágio dos socialistas, que se dizem a favor do sector público mas são aqueles que mais têm apoiado os negócios menos transparentes".

Na justiça vai ser preciso "tomar medidas duras e claras, e que em alguns casos podem obrigar a diminuir o acesso aos tribunais, para resolver o problema de credibilidade e da eficácia na justiça".

Defendeu que as novas ameaças que se põem à segurança do país, o terrorismo, o crime organizado e a violência, vão exigir que os militares tenha componentes policiais e vice-versa.

No domínio da economia, considerou que a solução não passa por investimentos megalómanos e por mais dívida interna e externa, mas por uma política voltada para as PME's, o empreendedorismo e uma política de proximidade feita a partir autarquias junto economia local.


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