“Portugal expressa total solidariedade à Turquia após o ataque do Irão, repelido pela defesa aérea da NATO”, escreveu hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), numa mensagem na rede social X, na qual identificou o chefe da diplomacia turca, Hakan Fidan.
O ministério dirigido por Paulo Rangel sublinhou que “a Turquia promove estabilidade e responsabilidade: nada justifica esta provocação”.
“A vertigem iraniana de escalada indiscriminada do conflito tem de parar”, referiu ainda.
As defesas da NATO na Turquia informaram na quarta-feira que tinham intercetado um míssil iraniano sobre o Mediterrâneo oriental e que estilhaços da munição caíram no extremo sul do país, sem causar vítimas, o que o Governo turco confirmou.
No entanto, o Estado-Maior das Forças Armadas do Irão negou ter lançado um míssil contra a Turquia.
"As Forças Armadas da República Islâmica do Irão respeitam a soberania da Turquia, país vizinho e amigo, e negam qualquer lançamento de mísseis contra o seu território", indicou o Estado-Maior iraniano num comunicado divulgado pelos meios de comunicação social do país.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a liderança do país.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre e na Turquia.
Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.
