Jornal de Campanha

Portas diz que Estado pode antecipar pagamentos aos agricultores

Portas diz que Estado pode antecipar pagamentos aos agricultores

 

Luísa Couto   Regional   10 de Out de 2008, 10:53

Em plena quinta-feira de Feira Agrícola em Santana,  o candidato do CDS-PP por São Miguel, Pedro Medina e o líder nacional dos populares, Paulo Portas,  entre apertos de mão e saudações, lá foram ouvindo queixas e reivindicações dos lavradores.
“Faça chuva ou faça sol, levanto-me todos os dias às cinco horas da manhã para ir trabalhar. Enquanto que outros estão à porta do café a rir e a dizer que eu que vá trabalhar para depois poder descontar para quem não quer fazer nada”, revelava, indignado, um dos lavradores, numa clara alusão ao Rendimento Social de Inserção (RSI). Ao desabafo do profissional da lavoura, o dirigente dos  democratas-cristãos, aproveitou para reafirmar a sua posição: “o RSIdevia ser só para quem por doença ou por outro motivo não pode trabalhar”, reiterou Portas.
E porque à semelhança do que acontece com  outros sectores da economia portuguesa, também na lavoura a escalada dos custos de produção exige que se “aperte o cinto”, o líder dos populares considerou ser “inadmissível que os lavradores tenham de receber os apoios a que têm direito tarde e a más horas”. Isto porque, segundo Paulo Portas, existem formas de trazer esses subsídios mais depressa para os bolsos dos profissionais da lavoura. “Os regulamentos comunitários permitem aos lavradores que estão em Regime de Pagamento Único, numa circunstância excepcional como esta, que os pagamentos sejam antecipados. Mas para isso é preciso que o Governo português peça essa antecipação”, explicou.
Ainda em matéria de economia e rendimento disponível das famílias portuguesas, Paulo Portas fez questão de chamar à responsabilidade o Governo que, segundo ele, deverá - com carácter de urgência - tomar medidas  que tenham impacto directo na vida e na carteira dos portugueses. Por isso, insiste na necessidade do Estado ser célere no pagamento das suas dívidas às empresas e, caso tal aconteça, pagando os respectivos juros.  Defende ainda que a devolução do IVA deve passar de trimestral a mensal e que a retenção na fonte deve sofrer reduções graduais.

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