Ponta Delgada assinala fim da Grande Guerra


 

Lusa/AOonline   Regional   11 de Nov de 2008, 16:41

O 90º aniversário do Armistício da I Guerra Mundial foi esta terça-feira assinalado em Ponta Delgada, uma oportunidade para o presidente do Núcleo da Liga dos Combatentes lembrar os militares “esquecidos” quando Portugal passou para a democracia.
“O regime mudou e passámos para uma democracia que tinha outros problemas para resolver e esqueceu-se daqueles que tinha combatido uns anos antes”, salientou Fernando Henriques, à margem da cerimónia que homenageou a memória dos portugueses que lutaram ao serviço de Portugal.

    Segundo o responsável do Núcleo da Liga dos Combatentes de Ponta Delgada, este organismo está disponível “para pugnar” pelos interesses dos antigos militares, mas alertou que “eles devem também mostrar os seus problemas”.

    “É preciso, também, que eles adiram e que apareçam nos projectos”, disse Fernando Henriques, para quem a Liga vai “procurando cobrir algumas das necessidades dos combatentes”.

    Adiantou, ainda, que a Núcleo de Ponta Delgada ainda é “razoavelmente grande”, mas podia “ser muito maior”, uma vez que muitos açorianos combateram na guerra do Ultramar, alguns dos quais nos piores teatros de operações.

    “Aqui nos Açores há muitos combatentes mas eu não sei se é por timidez ou medo ou por comodismo” não aderem ao núcleo local, reconheceu o responsável da Liga nos Açores.

    A cerimónia comemorativa do 90º aniversário do Armistício da Grande Guerra Mundial 1914-1918 incluiu a participação de uma Guarda de Honra das Forças Armadas e a deposição de coroas de flores junto ao monumento na cidade de Ponta Delgada.

    Portugal entrou formalmente na I Guerra Mundial a 09 de Março de 1916, tendo sido mobilizados cerca de 200 mil homens, dez mil dos quais acabaram por morrer.

    O Comandante Operacional dos Açores, Carvalho Abreu, salientou que a cerimónia de hoje decorre numa altura de paz no país, quando em “outras partes do mundo se desenrolam conflitos, guerras e desastres humanitários”.

    “Nalguns desses locais estão compatriotas nossos, militares e civis, que, apesar de correrem riscos diários neles não pensam, esperando que os seus esforços contribuam para a paz e bem-estar da humanidade”, realçou.

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