PM francês acusa esquerda radical LFI de “escolher a guerra interna” em França

O primeiro-ministro francês, François Bayrou, acusou o partido de esquerda radical França Insubmissa (LFI) de “escolher a guerra interna” para o país e de querer que “o confronto seja a lei”



“Está a surgir um outro caminho para que um acordo nos permita construir um futuro diferente”, afirmou o primeiro-ministro centrista nomeado a 13 de dezembro de 2024 pelo Presidente Emmanuel Macron, pouco antes de os deputados analisarem uma moção de censura que os socialistas decidiram não votar favoravelmente.

O Partido Socialista (PS, membro da coligação de esquerda Nova Frente Popular, NFP) estava dividido sobre a votação da moção de censura apresentada pelo LFI, ecologistas e pelos comunistas, mas decidiu que não vão votar a favor.

No entanto, os socialistas não excluem a possibilidade de votar a favor da próxima censura durante o orçamento e reiteram as suas “exigências” neste domínio no âmbito das negociações com o Governo.

Aos socialistas, a presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun-Pivet (do partido presidencial Renascimento) pediu que ajam “com responsabilidade".

"Se o governo for derrubado, nada de lei de emergência para Mayotte, nada de lei para os nossos agricultores”, alertou no canal francês TF1.

Num contexto de instabilidade sem precedentes desde há décadas, e com a França ainda sem orçamento para este ano, os deputados da Assembleia Nacional – divididos em três blocos: aliança de esquerda, centro-direita e extrema-direita e sem maioria absoluta - vão analisar e votar a 150.ª moção de censura à Quinta República, regime em vigor desde 1958.

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Promovido por três socialistas, Congresso da Autonomia pretende ser um espaço aberto à sociedade civil onde o balanço dos últimos 50 anos não se fique pelas conquistas, mas também pelo que está ainda por concretizar. Realiza-se a 23 de maio, em Ponta Delgada