Penguin e Random House anunciam fusão e criação de supereditora

Penguin e Random House anunciam fusão e criação de supereditora

 

Lusa/AO online   Economia   29 de Out de 2012, 15:14

O grupo britânico Pearson e o alemão Bertelsmann anunciaram esta segunda-feira um acordo para a fusão das respetivas editoras de livros, Penguin e Random House, negócio que pretende responder aos novos desafios do mercado, nomeadamente aos livros digitais ('ebooks').

A fusão da Penguin e da Random House, duas das maiores editoras de livros do mundo, dará origem à ‘supereditora’ em língua inglesa Penguin Random House, cujo capital será controlado pela Bertelsmann, com uma participação de 53 por cento.

O grupo britânico Pearson ficará com os restantes 47 por cento.

A Bertelsmann vai controlar ainda o conselho de administração da ‘supereditora’ com cinco lugares, contra quatro do grupo Pearson.

O acordo hoje anunciado representou uma derrota para o grupo News Corporation do magnata da comunicação social Rupert Murdoch.

A News Corporation, que detém a editora HarperCollins, tinha manifestado interesse na Penguin e estas movimentações quase inviabilizaram o acordo de fusão, noticiaram os 'media' norte-americanos e britânicos.

A Random House é a editora 'número um' nos Estados Unidos e no Reino Unido, enquanto a Penguin é reconhecida em todo o mundo e está presente em mercados em forte crescimento.

A fusão vai permitir a criação do primeiro editor de obras de interesse geral no mundo, asseguraram os dois grupos internacionais.

A aproximação das duas editoras “vai permitir publicar de maneira mais eficaz formatos e canais de distribuição clássicos ou emergentes”, sublinhou Thomas Rabe, presidente e diretor-executivo do grupo Bertelsmann.

A fusão vai permitir que as editoras sejam “mais audazes para experimentar novos modelos no mundo excitante e em rápida evolução do livro digital”, salientou Marjorie Scardino, diretora-executiva do grupo Pearson.

O negócio está a ser encarado como uma resposta direta à concorrência da distribuidora norte-americana Amazon e do seu leitor de livros eletrónicos 'Kindle', que está a pressionar o modelo tradicional de edição.

A operação necessita ainda dos pareceres de diversas autoridades e só deverá estar concluída no segundo semestre de 2013. Até essa data, as atividades das duas editoras vão funcionar de forma independente.

No futuro, a Penguin Random House terá como presidente John Makinson, o atual patrão da Penguin, e como diretor-geral Markus Dohle, que exerce atualmente esta função na Random House.

Fora do acordo de fusão fica o setor de publicações generalistas do grupo Bertelsmann na Alemanha. O grupo britânico Pearson mantém igualmente a marca Penguin para as obras de caráter educacional que comercializa a nível mundial.


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