PCP e BE defendem uma “ruptura profunda” com as políticas de direita do Governo


 

Lusa/AO Online   Nacional   3 de Dez de 2008, 16:59

PCP e BE defenderam hoje uma “ruptura profunda” com as políticas de direita do Governo, com os comunistas a pedir “clarificação” nas posições críticas ao executivo de José Sócrates.
  Numa declaração política no plenário da Assembleia da República a propósito da realização no passado fim-de-semana no XVIII Congresso do PCP, o líder da bancada comunista, Bernardino Soares, reiterou as críticas às “políticas de direita” do executivo socialista, considerando indispensável um claro “virar de página”.

    “Uma mudança política que não pode ser menos do que uma ruptura inequívoca com a política de direita, por alternativa de esquerda”, sublinhou Bernardino Soares.

    Contudo, acrescentou, embora o PCP valorize todas as posições críticas em relação à política de direita do Governo é preciso “clarificação”.

    “Valorizamos todas as posições críticas em relação à política de direita do Governo, mas afirmamos que, hoje mais do que nunca, é preciso clarificação”, afirmou, assegurando que a alternativa de esquerda pela qual o PCP se bate “se fará com todos os que comungarem deste objectivo central”.

    Por isso, acrescentou, o PCP não se ficará “a meio da ponte”.

    “Por nós o que não só é possível, mas indispensável é um claro virar e página na modorra da política de direita que Governo após Governo afunda o país e castiga os portugueses. E dizemos que este objectivo é não só possível como indispensável. É por ele que nos batemos”, afirmou.

    Na resposta à intervenção de Bernardino Soares, o líder da bancada do BE, Luís Fazenda, concordou com a necessidade de uma “ruptura profunda”, anuindo igualmente com a ideia que “não há políticas alternativas que fiquem a meio da ponte”.

    “Precisamos que uma ruptura vincada, não simplesmente um remendismo”, sublinhou.

    “Precisamos de uma ruptura política clara e inequívoca á política do Governo”, corroborou o líder da bancada comunista.


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