Venezuela

PCP condena Governo português pelo reconhecimento de Juan Guaidó

PCP condena Governo português pelo reconhecimento de Juan Guaidó

 

Lusa/AO Online   Nacional   4 de Fev de 2019, 16:01

O PCP condenou, esta segunda-feira, o reconhecimento pelo Governo português de Juan Guaidó como Presidente interino da Venezuela, considerando que não é com este alinhamento que se defendem os interesses do povo venezuelano nem da comunidade portuguesa.

“O PCP condena o ‘reconhecimento’ e apoio anunciado pelo Governo do PS, com o apoio do PSD e CDS, ao ‘presidente’ fantoche nomeado pela administração Trump para a Venezuela, que contou com o apoio imediato de Bolsonaro”, refere o PCP em comunicado.

Para os comunistas portugueses, este apoio revela “uma intolerável afronta à soberania e independência da República Bolivariana da Venezuela, ao povo venezuelano, à Carta das Nações Unidas e ao Direito Internacional”.

O PCP defende que não é com “o alinhamento com aqueles que são responsáveis por tentativas de golpes de Estado, violência e terrorismo, sanções e bloqueio económico, confiscação ilegal de bens e recursos financeiros da Venezuela ou por provocações junto à sua fronteira a coberto de uma dita ‘ajuda humanitária’, assim como com a ameaça de intervenção militar reafirmada por Trump, que se defenderão os interesses do povo venezuelano e do povo português, incluindo da comunidade portuguesa naquele país”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, anunciou hoje que Portugal reconhece e apoia a legitimidade de Juan Guaidó como Presidente interino da Venezuela com a missão de organizar eleições presidenciais livres e justas.

Os comunistas entendem ainda que esta decisão desrespeita a Constituição da República Portuguesa.

“Ao arrepio dos interesses do país e do povo português, o Governo PS opta pelo apoio aberto à operação golpista contra a Venezuela, tornando-se assim co-responsável pela atual escalada de agressão levada a cabo pelos EUA, apoiada pela UE [União Europeia], e pelas suas graves e perigosas consequências para o povo venezuelano e a comunidade portuguesa que vive naquele país”, reiteram.


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