PCP/Açores quer Aeroporto de Santa Maria aberto no período noturno

PCP/Açores quer Aeroporto de Santa Maria aberto no período noturno

 

Lusa/AO online   Regional   8 de Nov de 2012, 13:55

O PCP/Açores apresentou esta quinta-feira uma iniciativa legislativa que recomenda ao Governo da República que o Aeroporto de Santa Maria se mantenha aberto no período noturno, entre as 21:30 e as 00:00.

"Deu hoje entrada no parlamento um projeto de resolução que pretende recomendar ao Governo da República a reabertura do aeroporto entre as 21:30 e as 24:00, repondo o horário de funcionamento que se verificava até final de outubro", anunciou Aníbal Pires, coordenador do PCP nos Açores e único deputado do partido no parlamento regional.

Aníbal Pires, que falava numa conferência de imprensa em Ponta Delgada, destacou a "importância" do Aeroporto de Santa Maria para as escalas técnicas do tráfego aéreo que atravessa o Atlântico Norte, mas também devido às "repercussões na receita da ANA e do handling da companhia aérea açoriana SATA, o que acaba por influenciar a economia mariense".

Nesse sentido, revelou que, desde o início deste mês, já se realizaram "18 ou 19 escalas técnicas" naquele aeroporto, enquanto em outubro foram realizadas 40 escalas técnicas, frisando que "o Aeroporto de Santa Maria continua a ser muito utilizado pela aviação civil e comercial e por aeronaves privadas".

A iniciativa legislativa do PCP/Açores surge na sequência da decisão da ANA, empresa que gere os aeroportos portugueses, de encerrar o Aeroporto de Santa Maria entre as 21:30 e as 06:30, justificada com a "evolução do tráfego noturno verificado nos últimos 12 meses" nesta infraestrutura.

Na conferência de imprensa hoje realizada, Aníbal Pires apresentou também um projeto de resolução que visa "a execução de um protocolo assinado no verão de 2011" com o Governo da República, relacionado com a cedência dos terrenos da ANA que não estão afetos à atividade aeroportuária para o domínio privado da Região e do município de Vila do Porto.

"Os terrenos estão abandonados”, frisou o dirigente regional comunista, acrescentando, no entanto, que representam uma área importante "de expansão urbana natural" de Vila do Porto.

Aníbal Pires salientou que “ao longo dos anos foram desafetadas algumas parcelas de terreno, mas o essencial continua na posse do Estado”.


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