Segurança

Paulo Portas quer admissão de mais 4000 polícias e critica Rui Pereira


 

Lusa/AO online   Nacional   29 de Ago de 2008, 18:26

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu um recrutamento especial de 4000 efectivos para a GNR e PSP, a instalação de videovigilância nos "bairros problemáticos" e o cumprimento integral de penas nos crimes "mais graves".
A suspensão do processo de atribuição de nacionalidade a requerentes que tenham sido apanhados a praticar um crime e a obrigatoriedade de julgamentos em 72 horas para todos os que sejam detidos em flagrante delito foram outras medidas defendidas por Portas, em conferência de imprensa na sede nacional do partido, em Lisboa.

    Para o líder do CDS-PP, os quatro mil polícias a admitir devem ser colocados nos bairros "mais problemáticos" dos concelhos limítrofes de Lisboa, Setúbal e Porto.

    Portas defendeu ainda "políticas penais mais duras", o princípio do "cumprimento integral de penas para os crimes mais graves" e a ideia de que o corpo de intervenção da PSP deve fazer patrulhamento das ruas.

    Na área da "imigração e nacionalidade", o líder democrata-cristão defendeu que "o Estado deve ser exigente" e considerou que "ser de uma minoria étnica não dá direito a condescendência especial" nem a "desculpabilizações sociais".

    Os imigrantes legais que cometam um crime, defendeu, devem ser julgados em poucos dias e "se for condenado, a pena de expulsão deve ser admitida".

    Paulo Portas desafiou a maioria PS e o Governo a discutirem as propostas, que vão ser entregues na Assembleia da República até dia 15 de Setembro, acusando o executivo de praticar uma "política de falta de rigor e de improviso" na segurança interna.

    "Não vou absolver o ministro da mentira que ele ontem [quinta-feira] disse. O ministro diz que foram admitidos 4400 agentes da GNR e da PSP. Perguntaram-lhe quantos tinham saído. Nunca respondeu porque já saíram 4600 agentes em três anos", afirmou.

    Portas referia-se à entrevista do ministro que tutela a segurança interna, Rui Pereira, ao programa Grande Entrevista, da RTP, durante a qual anunciou que a Lei das Armas vai ser alterada para que seja aplicada prisão preventiva nos casos envolvendo o uso de armas.

    "É melhor ter a norma das armas sobre a lei das armas do que nada. Mas a política com este grau de cinismo só se descredibiliza", criticou.

    Questionado pelos jornalistas, Paulo Portas escusou-se a comentar a escolha do juiz-conselheiro Mário Mendes para ocupar o novo cargo de secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, alertando no entanto para a necessidade de uma cadeia de comando clara.

    "Comando, hierarquia e disciplina são essenciais para garantir uma política de segurança. (…) um secretário de Estado vai mandar em dois ministros. Dois ministros andam à bulha para saber quem é que manda. E quatro directores de polícia ficam sujeitos a que de repente um secretário de Estado queira mandar num processo em concreto", criticou.

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