Eleições Legislativas

Partidos partem optimistas para as Regionais


 

Luísa Couto   Regional   17 de Out de 2008, 18:20

A escassas horas de terminar o período de campanha, impõe-se a reflexão e o balanço dos contactos que se travaram nas ruas ou comícios... CDS, BE, CDU, PDA, MPT e PPM revelam ao Açoriano Online as suas expectativas...

“Saímos desta campanha animados pela forma como as pessoas nos receberam durante estas semanas. E houve mesmo, por parte do eleitorado, elogios à forma como conduzimos a nossa campanha: denunciando o que está menos bem, apontando medidas e avançando com propostas concretas”, sustenta o líder regional do CDS-PP, Artur Lima.

“Algumas pessoas disseram-nos 'desta vez vamos votar no CDS'”, relata animado.

Quanto a resultados, Artur Lima diz ser um mau resultado a eleição de um único deputado.

“Já um bom resultado é eleger dois ou mais”, acrescenta.

E à esquerda o optimismo em nada é diferente...

“Temos encontrado cada vez mais gente receptiva às propostas do Bloco de Esquerda e isso dá-nos a convicção de que vamos alcançar representação parlamentar”, assume a coordenadora regional do BE, Zuraida Soares.

“Acreditamos que o povo açoriano vai dar-nos confiança para assumirmos os nossos compromissos na Assembleia Regional por exemplo na saúde, uma vez que não há qualidade de vida sem saúde e é preciso que a República seja chamada à responsabilidade nesse domínio”, acrescenta.

E se o BE acredita que conseguirá eleger deputados pela primeira vez, também a Coligação Democrática Unitária (PCP-PEV) está confiante no regresso ao parlamento regional, de onde saiu há precisamente quatro anos.

“Na nossa passagem pelas ilhas percebemos que existe, tanto um sentimento de descontentamento generalizado quanto à governação socialista, como a vontade de mudar e introduzir mais pluralidade na Assembleia por via da eleição de deputados da CDU”, revela coordenador regional Aníbal Pires, alegando que, independentemente do número de eleitos, “o partido vai apresentar o melhor resultado de sempre”.

Já o Partido Democrático do Atlântico, pelas palavras do segundo candidato da lista por São Miguel, Melo Bento, diz-se animado pela simpatia que tem encontrado um pouco por todo o arquipélago

“Acho que essa simpatia vai reflectir-se no número de votos. Estamos convictos de que vamos conseguir eleger pelo menos um deputado atlantista na Assembleia Regional que, actualmente, se tem revelado muito monocórdica”.

Também para o Movimento do Partido da Terra (MPT) a receptividade do eleitorado e forma como decorreu o período de campanha serve para elevar a fasquia das pretensões do dirigente Manuel Moniz.

“O MPT prevê que poderá ainda captar uma fatia importante de descontentes do PSD e de apoiantes do PS que no entanto preferem uma maioria mais contida e uma maior pluralidade de vozes na Assembleia Regional. Por todas estas razões, o MPT está bastante satisfeito e mantém a posição, que cremos ser realista, de podermos eleger um deputado e de lutarmos por um segundo”, assume o candidato.

A mesma confiança tem o líder do Partido Popular Monárquico (PPM), Paulo Estevão.

“Acredito que vamos conseguir eleger pelo menos um deputado até porque foi a melhor campanha de sempre. Houve um esforço enorme em ilhas como São Miguel e o Corvo. A prova disso é que distribuímos mais de 50 mil panfletos e fomos incansáveis nos contactos porta a porta. E considerando os dados relativos à sondagem da SIC deveremos ter cerca de 1,8 por cento da votação em São Miguel o que quer dizer que, também nesta ilha, estaremos muito perto de eleger um deputado”.


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