Partidos gastam três milhões na campanha para as regionais

Partidos gastam três milhões na campanha para as regionais

 

Lusa/AO   Regional   19 de Set de 2008, 11:27

Os partidos que concorrem às eleições açorianas de 19 Outubro vão gastar mais de três milhões de euros na campanha eleitoral, com orçamentos tão díspares que variam entre os 1,8 milhões e os três mil euros.
 Num total de 3.085.911,11 euros, os orçamentos das oito forças concorrentes (PS, PSD, CDS/PP, CDU, BE, PDA, MPT e PPM) já foram entregues no Tribunal Constitucional, como determina a lei.

    De acordo com os documentos remetidos ao Tribunal, o PS/Açores, que suporta o Governo Regional desde 1996, é o que mais dinheiro tem para investir na campanha (1,8 milhões de euros), ou seja, quase dois terços do total de verbas que serão gastas até 17 de Outubro.

    Para conseguir este montante, os socialistas contam com a angariação de fundos (215 mil euros), a subvenção pública (460 mil) e os bens cedidos a título de empréstimo (100 mil), mas a maior receita vem da contribuição do PS nacional (um milhão de euros).

    A seguir está o PSD/Açores, com 887 mil euros para investir na campanha, menos cerca de um milhão que o PS.

    No caso dos sociais-democratas açorianos, 500 mil euros vêm do PSD nacional, os restantes 388 mil da subvenção pública.

    A CDU, com um orçamento de 180 mil euros, e o CDS/PP, com 135 mil, seguem-se na lista dos partidos com mais meios financeiros, ainda assim, muito longe das duas principais forças políticas regionais.

    Do outro lado da balança estão os partidos como o Bloco de Esquerda, cujo orçamento não chega a 50 mil euros, assim como o Movimento Partido da Terra, que se fica por apenas 11 mil euros.

    Mas os partidos mais “pobres” são o Partido Popular Monárquico (MPT) e o Partido Democrático do Atlântico (PDA).

    Os monárquicos só pretendem gastar 4.500 euros, ao passo que o PDA não vai além dos três mil euros, o orçamento mais modesto entre todas as forças políticas concorrentes.

    Todas estas verbas têm diferentes fins, como explicam também os mandatários financeiros das oito forças políticas concorrentes.

    A maioria das verbas será gasta na concepção da campanha eleitoral, na contratação de agências de comunicação e na elaboração de estudos de mercado, bem como na promoção, comunicação impressa e digital e nos comícios, espectáculos e caravanas.

    O dinheiro que ainda restar destas iniciativas será aplicado na oferta de brindes e nos custos administrativos e operacionais.


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