Partido vai consagrar Menezes como novo líder e conhecer a sua equipa


 

Lusa / AO online   Nacional   11 de Out de 2007, 11:22

Mais de 900 congressistas reúnem-se a partir de sexta-feira, e até domingo, em Torres Vedras, para o XXX Congresso do PSD, que consagrará o novo líder social-democrata, Luís Filipe Menezes, que dará finalmente a conhecer a sua equipa.
    Desde a vitória do autarca de Vila Nova de Gaia nas eleições directas de 28 de Setembro, vários nomes têm sido avançados como prováveis elementos da equipa que Luís Filipe Menezes terá ao seu lado nos próximos dois anos.

    O nome do presidente da Câmara de Ílhavo, Ribau Esteves, que foi porta-voz da candidatura de Menezes nas directas para a liderança do PSD, é um dos que mais insistentemente tem surgido na comunicação social como futuro secretário-geral do partido.

    Contudo, até agora Luís Filipe Menezes não confirmou qualquer nome para a comissão política nacional e já fez saber que apenas começará a fazer convites 24 horas antes de fechar as listas, que terão de dar entrada na mesa do congresso até à meia-noite de sábado.

    Também só durante a reunião-magna social-democrata se deverá saber se a actual presidente da mesa do congresso, a ex-ministra Manuela Ferreira Leite, aceita o convite que Menezes lhe endereçou ainda durante a campanha para as eleições internas para continuar no cargo.

    Os nomes que o novo líder social-democrata indicará para o Conselho de Jurisdição Nacional e para o Conselho Nacional, órgão máximo do partido entre congressos, também não são ainda conhecidos.

    Logo na abertura dos trabalhos do XXX Congresso social-democrata, pouco depois das 20:00 de sexta-feira, Menezes fará a sua primeira grande intervenção depois da vitória nas directas, ao fim de duas semanas em que apenas quebrou o silêncio de forma pontual, nomeadamente depois de se reunir com a bancada parlamentar e durante um almoço com autarcas do partido.

    Outras intervenções deverão despertar as atenções dos congressistas, como a de Pedro Santana Lopes ou Manuela Ferreira Leite.

    Santana Lopes, que se despediu do congresso de Pombal - que consagrou Luís Marques Mendes como líder do partido, em Abril de 2005 - prometendo "andar por aí", regressará assim às reuniões magnas do PSD.

    Entretanto, o ex-primeiro-ministro, que tem sido apontado como um dos possíveis candidatos à liderança da bancada parlamentar social-democrata nas eleições marcadas para dia 18 de Outubro, chegou na quarta-feira à noite a um "acordo de colaboração institucional" com Menezes em resultado da "coincidências de pontos de vista quanto à estratégia a seguir nos próximos anos" pelo partido.

    Por conhecer está ainda a forma como se consubstanciará esse acordo, que deverá ser anunciado por ambos "em tempo oportuno", e se nele está ou não incluída a questão da liderança parlamentar.

    Contudo, e apesar dessa questão dever ser um dos temas fortes das 'conversas de bastidores' entre os congressistas, Luís Filipe Menezes já disse que apenas será tratada depois do conclave.

    Outra das intervenções aguardadas é a da presidente da mesa do congresso, que já anunciou que irá fazer uma "explicitação pormenorizada" dos motivos que a levaram a não apoiar nenhum dos candidatos durante a campanha para as directas e a só revelar depois das eleições que tinha votado no adversário e antecessor de Menezes na liderança do PSD, Luís Marques Mendes, que não irá a Torres Vedras.

    A ausência de Marques Mendes, derrotado por Menezes dois anos depois de o ter vencido congresso de Pombal, acabará também marcar o congresso, depois de uma campanha interna marcada por acusações de fraude no pagamento de quotas e pelas duras críticas do agora líder social-democrata ao seu adversário, a quem acusou de ser "um pequeno tirano", que "não tem estatura política e principalmente ética" para liderar o partido.

    Mas, além do regresso de Santana Lopes, o congresso de Torres Vedras deverá também ser aproveitado pelo ex-presidente da JSD Pedro Passos Coelho para quebrar o silêncio a que se remeteu desde que saiu da direcção de Marques Mendes, em ruptura com o então líder do PSD.

    No domingo, depois de eleitos os órgãos nacionais do partido, Luís Filipe Menezes voltará a dirigir-se ao congresso, para o discurso final.
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