Parque Eólico do Baixo Alentejo arranca em 2010

Parque Eólico do Baixo Alentejo arranca em 2010

 

Lusa/AO Online   Economia   3 de Nov de 2009, 17:28

O Parque Eólico do Baixo Alentejo, com uma potência total instalada de 88 megawatts (MW) dividida por três sub-parques, vai ser construído e deverá começar a funcionar em 2010, num investimento estimado de 120 milhões de euros.

A licença de estabelecimento, "necessária para o arranque da construção", "já foi pedida" e o parque vai ser construído "em 2010" e deverá começar a funcionar "até ao final" daquele ano, disse hoje à Lusa Lobo Gonçalves, administrador da empresa promotora, a ENEOP 2.

O parque vai ser constituído pelos sub-parques de Loulé/Alcoutim (38 MW), no distrito de Faro, Almodôvar (26 MW) e Mértola (24 MW), no distrito de Beja, precisou o responsável.

O projecto inicial previa dois sub-parques, um em Almodôvar, com 60 MW, e outro em Mértola, com 40 MW, mas "devido a constrangimentos ambientais, ao nível da avifauna, foi preciso desviar o parque para Sudoeste e reconfigurar o projecto", disse Lobo Gonçalves.

"Reduziu-se e reconfigurou-se a potência total instalada, que passou de 100 para 88 MW" e "optou-se pela construção do terceiro sub-parque Loulé/Alcoutim", explicou.

O sub-parque de Loulé/Alcoutim, o maior, constituído por 19 aerogeradores, com 2 MW de potência cada, vai ser construído nas freguesias de Ameixial (Loulé) e Martinlongo (Alcoutim).

O sub-parque de Almodôvar, com 13 aerogeradores, com 2 MW de potência cada, vai ser construído na freguesia de Santa Cruz.

O sub-parque de Mértola, com 12 aerogeradores, também com 2 MW de potência cada, vai nascer na freguesia de São Miguel do Pinheiro.

O Parque Eólico do Baixo Alentejo vai ter uma produção anual estimada de 200 gigawatts/hora (GWh), o suficiente para abastecer 95 mil habitantes e poupar a emissão de 100 mil toneladas de gases com efeito de estufa (CO2).

A ENEOP 2 é uma subsidiária da empresa ENEOP - Eólicas de Portugal, criada em 2006 e constituída pela empresa alemã Enercon, pelas portuguesas Enernova, do grupo EDP, e Finerge, do grupo espanhol ENDESA, pelo grupo português Generg e pela TP - Sociedade Térmica Portuguesa, uma parceria dos grupos SONAE e ENDESA.


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