Orçamento dos Açores aprovado pelo PS e com abstenção do PSD, CDS e PPM

Orçamento dos Açores aprovado pelo PS e com abstenção do PSD, CDS e PPM

 

Lusa/AO Online   Regional   29 de Nov de 2013, 05:08

O Parlamento dos Açores aprovou na madrugada desta sexta-feira o orçamento e o plano anual de investimentos da região para 2014 com os votos favoráveis do PS e a abstenção do maior partido da oposição, o PSD.

 

No caso do orçamento, também se abstiverem os três deputados do CDS-PP e o deputado do PPM. Estes dois partidos juntaram-se porém ao PS no que toca ao plano de investimentos, que votaram favoravelmente.

BE e PCP, que têm um deputado cada na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, votaram contra os dois documentos orçamentais regionais para o próximo ano.

Durante a votação dos documentos, que se prolongou até cerca das 03:30 (4:30 em Lisboa), a maioria socialista no parlamento regional viabilizou propostas de três partidos da oposição (PSD, CDS-PP e PCP).

Assim, foi aprovado um reforço de apoios à Universidade dos Açores, iniciativa do PSD.

Por proposta do CDS, foi aprovada a criação de um programa de apoio ao pagamento de propinas de estudantes da Universidade dos Açores cujas famílias estejam com dificuldades financeiras; verbas para a criação de um núcleo no museu da Horta dedicado à história dos cabos submarinos; um reforço do chamado “vale saúde”; mais 50 mil euros para projetos de microcrédito e 100 mil euros para criar um programa de apoio às filarmónicas açorianas.

Já o PPM viu aprovadas verbas para recuperar a sede da filarmónica do Corvo e para arranjar o piso do polidesportivo da mesma ilha.

O plenário aceitou ainda, por unanimidade, a iniciativa do PPM com vista à criação da disciplina de História, geografia e cultura dos Açores nas escolas do arquipélago.

Quanto às iniciativas do PCP, os socialistas viabilizaram a proposta para a realização de estudos e do projeto para a substituição do atual navio oceanográfico dos Açores, o reforço de verbas para a Inspeção Regional do Trabalho, a aquisição gradual de ‘software’ livre nos serviços da administração pública regional e a criação de um parque de varagem de embarcações na Horta.

Nas declarações de voto, o líder do PSD/Açores, Duarte Freitas, referiu que continuará disponível para o diálogo e para procurar soluções, dada "a situação de urgência" em que vivem muitos açorianos.

Duarte Freitas lamentou, por outro lado, que o Governo Regional, que tem agora um ano de mandato, peça tempo para apresentar resultados quando os socialistas governam a região há mais de 16 anos, não podendo "chamar a si ou louros" da criação de apoios sociais, mas "lavar as mãos" dos resultados escolares.

O Governo Regional "sai daqui por isso com a tarefa de trabalhar mais e melhor" e de "pensar menos na oposição", considerou.

Já o líder da bancada socialista, Berto Messias, congratulou-se com os votos do CDS, PSD e PPM e com os "consensos" que foram possíveis com quatro partidos da oposição.

"Tempos de exceção" como os atuais "exigem grande responsabilidade de todos", sublinhou, considerando que os documentos hoje aprovados revelam "a vontade de fazer mais" e "muito diferente" daquilo que "se está a fazer nor esto do país".

O PPM justificou o seu voto por o plano de investimentos "respeitar" as "prioridades" do partido e por, no que toca à ilha do Corvo, ser "histórico", respondendo a "reivindicações de muitos anos".

Zuraida Soares, do BE, disse fazer votos para o Governo Regional consiga executar os documentos, mas afirmou duvidar de que isso aconteça. Acrescentou que não se negou a dialogar nem recusou propostas de consenso neste debate.

 


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