Autor: Lusa/AO online
Staffan de Mistura "intensificou os esforços" de mediação e pretende concluí-los no início do ano, "com o objetivo de encetar as negociações inter-sírias a 25 de janeiro, em Genebra", lê-se num comunicado do seu porta-voz.
O mediador da ONU diz "contar, neste processo, com a total cooperação das partes sírias envolvidas" e acrescenta que "os desenvolvimentos no terreno não devem atrapalhar" o processo.
Na quinta-feira, o Governo sírio afirmou estar "pronto para participar" nas conversações sobre a Síria, sob a égide das Nações Unidas, no final de janeiro, mas colocou como condição ter acesso prévio à "lista da delegação da oposição" que irá estar na mesa das negociações.
O comunicado da ONU faz referência às declarações de Viena, de outubro/novembro últimos, e à declaração de Genebra, de 2012, que estabelece os parâmetros de uma transição política controversa.
A 19 de dezembro, os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU aprovaram, por unanimidade, uma resolução confirmando um roteiro para uma solução política para a guerra civil na Síria.
Além das negociações entre a oposição e o regime de Damasco e de um cessar-fogo, o texto aprovado prevê a criação de um governo de transição no prazo de seis meses e a realização de eleições dentro de ano e meio.
Porém, o destino do atual primeiro-ministro sírio no âmbito da transição continua a dividir as grandes potências, com os países ocidentais e a oposição síria a defenderem a retirada de Bashar al-Assad, algo a que a Rússia se opõe.
"Os sírios já sofreram o suficiente, a sua tragédia tem consequências em toda a região e para além dela", lê-se ainda no comunicado das Nações Unidas.
Para a ONU, os sírios "merecem o total empenho de todos os seus representantes, que devem mostrar liderança e visão de longo prazo de modo a superar as suas diferenças para o bem da Síria".