Segundo o Insa, a renovação da acreditação do Laboratório Nacional de Referência de Doenças Evitáveis pela Vacinação (LNRDEV) como Laboratório Nacional de Referência para os vírus do Sarampo e da Rubéola significa que são cumpridas as metodologias preconizadas pela OMS-Europa para o diagnóstico laboratorial destas doenças, através de técnicas serológicas, por RT-PCR e de sequenciação, esta última no caso do sarampo.
De acordo com a avaliação efetuada pela Organização Mundial da Saúde para a região europeia (OMS-Europa), “o LNRDEV cumpre todos os requisitos objeto de análise, tendo a renovação da acreditação, válida para o ano de 2026, sido já comunicada às autoridades de saúde nacionais”, refere o instituto em comunicado.
A avaliação das condições dos laboratórios nacionais de referência é efetuada regularmente pela OMS Europa, para verificar as condições de funcionamento destas infraestruturas, bem como a uniformização dos algoritmos de diagnóstico dos vírus entre os diferentes laboratórios.
O LNRDEV do Insa, que tem esta acreditação desde 2007, tem como missão a confirmação de todos os casos prováveis de sarampo, rubéola e rubéola congénita no âmbito do Plano Nacional de Eliminação do Sarampo e da Rubéola.
O diagnóstico laboratorial para os vírus do sarampo e da rubéola envolve a deteção de anticorpos IgG e IgM, teste de avidez, deteção do RNA viral, isolamento viral e genotipagem.
A OMS lançou em 2005 o Programa de Eliminação do Sarampo e Rubéola e Prevenção da Rubéola Congénita na Região Europeia, tendo como meta o ano de 2010.
Com o objetivo de dar cumprimento às metas estabelecidas foi então definido criar uma rede europeia de laboratórios para o sarampo e rubéola acreditados pela OMS, que teria como missão efetuar o diagnóstico laboratorial de todos os casos prováveis destas doenças de forma a permitir uma adequada classificação dos mesmos, ou seja, como confirmados ou excluídos.
O sarampo é uma doença grave, altamente contagiosa causada por um vírus da família 'Paramyxovirinae'. É uma das principais causas de morte infantil apesar da disponibilidade, há quase 50 anos, de uma vacina barata, segura e eficaz.
A rubéola é igualmente uma doença viral e apesar de ser considerada uma doença benigna pode causar malformações graves como cataratas, cardiopatias ou microcefalia quando ocorre em mulheres grávidas sobretudo no primeiro trimestre de gravidez.
