Observatório do Atlântico será gerido por associação privada sem fins lucrativos com sede na Horta

Observatório do Atlântico será gerido por associação privada sem fins lucrativos com sede na Horta

 

Susete Rodrigues/AO Online   Regional   18 de Jul de 2018, 20:00

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Gui Menezes, disse que o Observatório do Atlântico, “deverá tomar a forma de associação privada sem fins lucrativos, com sede na Horta", considerando a proposta existente. Acrescentou ainda que “já existem identificadas várias fontes potenciais de financiamento, incluindo dois milhões de euros dos fundos EEA Grants”, mecanismos financeiros do Espaço Económico Europeu e da Noruega.

Citado em nota do Gacs, Gui Menezes referiu que o Observatório do Atlântico “irá funcionar em rede, envolvendo várias entidades [científicas] de referência, nacionais e estrangeiras”, acrescentando que “pretende ser um polo agregador daquilo que de melhor se faz no país e na Região, em particular, na produção do conhecimento sobre o Oceano e na sua transferência para o tecido económico”.


O secretário sublinhou ainda que este projeto “deverá albergar várias linhas de investigação, nomeadamente a conservação e a biodiversidade, a biotecnologia e tecnologias marinhas”, frisando que será “um parceiro da rede nacional do AIR Center, que está a ser dinamizado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT)”.

Lembrando que foi criada uma Comissão Instaladora do Observatório do Atlântico, onde a Região está representada pelo biólogo Frederico Cardigos, Gui Menezes, disse que já foram realizadas cinco reuniões.

“Já existe um 'draft' que está a ser concluído” sobre o plano de trabalhos e o funcionamento do Observatório do Atlântico, disse, acrescentando que “foram ouvidos vários investigadores e instituições científicas, incluindo a Universidade dos Açores”.

Relativamente ao Centro de Investigação Internacional do Atlântico - AIR Center, Gui Menezes recordou que os Açores integram a Comissão Instaladora e que têm sido realizadas “várias reuniões de alto nível para motivar o interesse de vários países [para este projeto] e para se discutir o seu plano científico”.

O Secretário Regional adiantou também que o modelo de governação deste centro “deverá aproximar-se do modelo de um projeto que já existe no Mediterrâneo, envolvendo países do Magreb e da União Europeia, o PRIMA”.

“Gostaria de clarificar que o emprego, no âmbito do AIR Center, será criado ao nível dos centros de investigação que estiverem associados e, para isso, estão a ser negociados dois contratos-programa com o Ministério da Ciência e a FCT”, afirmou.

Segundo Gui Menezes, pretende-se que haja “um reforço da parte científica” de algumas infraestruturas que existem nos Açores, nomeadamente da Estação RAEGE de Santa Maria, bem como o desenvolvimento da Estação RAEGE das Flores.

“Estes contratos-programa vão contribuir para o aumento do emprego científico nos centros de investigação [que se associem ao AIR Center]”, defendeu.

A próxima reunião de alto nível com vista à implementação do AIR Center está agendada para novembro, nas Canárias.
   


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