Obama quer retirada do Iraque em 16 meses

Obama quer retirada do Iraque em 16 meses

 

Lusa/AOonline   Internacional   1 de Dez de 2008, 16:09

O Presidente eleito norte-americano, Barack Obama, afirmou hoje que deseja retirar as tropas do Iraque em 16 meses e que confiou ao futuro secretário da Defesa, Robert Gates, a missão de acabar a guerra "de forma responsável".
 "Como disse durante a minha campanha, vou confiar ao secretário da Defesa (Robert) Gates e às nossas forças armadas uma nova missão, assim que assumir funções", afirmou em conferência de imprensa, depois de anunciar que mantém no cargo o actual chefe do Pentágono.

    Obama reafirmou que deseja realizar a retirada do Iraque de todas as brigadas de combate norte-americanas, no espaço de 16 meses, e garantiu que vai ouvir o conselho dos militares.

    "Penso que 16 meses é um período acertado. Mas como já disse, muitas vezes, escutarei as recomendações dos meus comandantes", garantiu.

    "Poderá ser necessário manter uma força residual para treinar (as forças de segurança iraquianas) e proteger o povo iraquiano", disse.

    "Vamos garantir também que temos os meios e a estratégia necessárias para vencer a Al-Qaida e os talibãs" no Afeganistão, sublinhou o Presidente eleito, comprometendo-se a enviar reforços para a zona.

    "O Afeganistão é o local onde começou a guerra contra o terrorismo, e deve ser o sítio onde acaba", defendeu.

    Obama comprometeu-se ainda a fazer com que as forças armadas norte-americanas continuem a ser "as mais fortes do Planeta".

    "Todos partilhamos da convicção de que é preciso continuarmos a ter as forças armadas mais fortes do Planeta", por isso, "continuaremos a fazer os investimentos necessários para reforçar as nossas forças armadas e aumentar as nossas forças terrestres".

    "Estamos igualmente de acordo sobre o facto de o poder das nossas forças armadas dever estar aliado à sabedoria e ao poder da diplomacia. E comprometemo-nos a reconstruir e a reforçar as alianças no mundo no intuito de defender os interesses e a segurança dos Estados Unidos", afirmou.

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