Número de dormidas turísticas baixa há 11 meses consecutivos nos Açores

Os Açores registaram, pelo décimo primeiro mês consecutivo, uma descida no número de dormidas em alojamentos turísticos, em agosto, com uma quebra de 2,6% face ao período homólogo, segundo dados revelados pelo Serviço Regional de Estatística (SREA)



“Em agosto, no conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico (hotelaria, alojamento local e turismo no espaço rural) dos Açores registaram-se 695,3 mil dormidas, valor inferior em 2,6% ao registado no mês homólogo”, lê-se no relatório de Atividade Turística do SREA.

Há 11 meses consecutivos que o número de dormidas em alojamentos turísticos na região baixa face ao período homólogo.

Os números de 2025 são já definitivos, enquanto os resultados de janeiro a julho são provisórios e os de agosto preliminares, segundo o relatório do SREA.

Nos primeiros oito meses do ano, os Açores somaram 3,2 milhões de dormidas em alojamentos turísticos (-3,1%) e 951,7 mil hóspedes (-3,4%).

Em agosto, a região contabilizou 190,9 mil hóspedes (menos 4,9%), com uma estada média de 3,64 noites (mais 2,4%).

A redução homóloga de dormidas no arquipélago segue uma tendência contrária à verificada a nível nacional, já que o país cresceu, em média, 1,7% em agosto e 1,5% no período entre janeiro e agosto, segundo o relatório do SREA.

Das mais de 695 mil dormidas registadas em agosto nos Açores, 82% foram de turistas estrangeiros, que somaram 570,3 mil dormidas, ainda que com uma descida homóloga de 1,8%.

O mercado nacional representou apenas 18%, com 125 mil dormidas, e registou uma quebra mais acentuada (6,1%) face a agosto de 2025.

Entre os mercados externos, a Espanha foi o maior mercado emissor, em agosto, com 90,9 mil dormidas (15,9% das dormidas de residentes no estrangeiro).

Em segundo lugar, com 83,2 mil dormidas (14,6%), surge a Alemanha, que apresentou um crescimento de 2% face a agosto de 2025, e em terceiro os Estados Unidos da América, com 82,1 mil dormidas (14,4%) e um acréscimo de 19%.

O mercado espanhol foi, no entanto, um dos que registaram descidas mais acentuadas face ao período homólogo, com -21,4%, apenas superado pelo Brasil (-26,4%). O Reino Unido também apresentou uma diminuição significativa (-16,8%).

No sentido oposto, os mercados do Canadá (+68,4%), Israel (+39,4%) e Ucrânia (+31%) foram os que mais cresceram.

Com 338,8 mil dormidas, o alojamento local concentrou 48,7% das dormidas turísticas no arquipélago em agosto, superando a hotelaria, que contabilizou 320,5 mil dormidas (46,1%). O turismo no espaço rural ficou-se pelas 36 mil dormidas (5,2%).

Pelo quarto mês consecutivo, a hotelaria foi a única tipologia a apresentar um crescimento homólogo de dormidas nos Açores, ainda que ligeiro (0,7%).

Em sentido contrário, o turismo no espaço rural registou uma quebra de 9,8% e o alojamento local de 4,8%.

Considerando apenas hotelaria e alojamento local, que concentraram 94,8% das dormidas na região em agosto, apenas as ilhas das Flores e do Faial contrariaram a tendência regional, apresentando crescimentos homólogos de 6,7 e 0,4%, respetivamente.

A ilha do Corvo foi a que registou a maior descida (-21,9%), neste mês, seguindo-se as ilhas Graciosa (-6,7%), Terceira (-4,4%), São Miguel (-2,5%), Santa Maria (-1,9%), Pico (-1,1%) e São Jorge (-0,5%).

Com 423,4 mil dormidas, a ilha de São Miguel, a maior do arquipélago, concentrou mais de metade (64,2%) das dormidas da hotelaria e alojamento local na região em agosto, seguindo-se as ilhas Terceira, com 85,9 mil dormidas (13%), Pico, com 56,3 mil dormidas (8,5%), e Faial, com 43,3 mil dormidas (6,6%).

O mercado nacional destacou-se com maior peso nas dormidas apenas na ilha Graciosa (66,8%).

Entre os mercados externos, o espanhol foi o que teve mais peso nas ilhas das Flores (21,8%), São Miguel (16,4%) e Corvo (10,5%), enquanto o alemão se destacou nas ilhas do Pico (18,9%), Faial (15,8%) e Santa Maria (8,5%).

Em São Jorge (15,2%) o mercado externo predominante foi o francês e nas ilhas Terceira (12,3%) e Graciosa (10,4%) o norte-americano.

Na hotelaria, a taxa líquida de ocupação por cama, em agosto, atingiu os 76,3%, valor semelhante ao registado no mês homólogo, mas os proveitos totais subiram 4,5% para 37 milhões de euros.

Já o turismo no espaço rural apresentou uma taxa líquida de ocupação por cama de 58,9% (menos 5,3 pontos percentuais) e os proveitos totais baixaram 3,9%, atingindo 4,2 milhões de euros.

No alojamento local, não são apresentados dados sobre os proveitos, mas a taxa bruta de ocupação por cama foi de 50,9% (menos 2,7 pontos percentuais).

Segundo o relatório, 11,3% dos estabelecimentos de alojamento local ativos reportaram que não tiveram movimento de hóspedes em agosto (mais 1,6 pontos percentuais do que no período homólogo).

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