O novo ano letivo está prestes a começar para 30.866 alunos da Região com 98% das necessidades de professores preenchidas. Os números foram divulgados ontem pela Direção Regional da Educação e Administração Educativa (DREAE), numa conferência de imprensa sobre o arranque do ano escolar.
Na primeira fase de colocação de professores ficaram 121 vagas por preencher, que estão agora a concurso na Bolsa de Emprego Pública dos Açores (BEPA). Ao mesmo tempo, 154 docentes ficaram sem colocação. Segundo Sofia Ribeiro, secretária regional da DREAE, estes professores não conseguiram colocação nas opções que escolheram.
O caso de Português é um dos exemplos: no 3.º ciclo e ensino secundário ficaram nove vagas por preencher, apesar de haver 22 professores profissionalizados para a disciplina que não conseguiram colocação nas escolas que tinham escolhido.
Este novo ano também fica marcado pelas alterações feitas no concurso de professores, que quer proporcionar mais estabilidade às escolas: através da fixação de docentes em vagas carenciadas pelo período de cinco anos, por exemplo.
Nesse contexto, este ano, 11 professores fazem parte destes quadros e beneficiam de um apoio mensal de 500 euros, valor que antes era de 300 euros.
Contudo, continuam a existir dificuldades em alguns grupos, como no 1.º ciclo e educação especial.
Mais 114 assistentes operacionais nas escolas
Também há reforço no pessoal não docente. As escolas começam o novo ano com mais 114 assistentes operacionais: aos 108 que já tinham sido anunciados juntam-se mais seis para substituir baixas de longa duração.
Antes deste reforço, outros 51 assistentes operacionais já tinham entrado para os quadros através da Bolsa de Ilha.
No total, há agora 1.489 assistentes operacionais nos quadros das escolas, mais 12% do que em 2019, apesar do número de alunos ter diminuído. Portanto, o rácio mudou nos últimos anos: agora há um assistente operacional por cada 21 alunos, quando em 2019 havia um para cada 26.
“Aumentámos o número de assistentes operacionais, apesar do número de alunos ter diminuído”, ressalvou Sofia Ribeira.
Resta agora saber se no terreno, as escolas sentem de facto este alívio.
Pensamento Computacional chega ao 2.º ciclo
Entre as novidades deste ano está o alargamento do projeto Pensamento Computacional ao 2.º ciclo. Ao todo, mais de dez mil alunos, do 1.º ao 5.º ano, serão abrangidos pelo projeto.
No que diz respeito aos
manuais escolares digitais, equipamentos informáticos e plataforma
educativa integrada continuar a abranger todos os alunos do 5.º ao 12.º
ano.
