Açoriano detido pelo ICE nos EUA há quase um mês

Um açoriano está detido "há quase um mês num Centro do ICE nos Estados Unidos, depois de ter tentado entrar no país com uma autorização temporária", avançou a RTP



Hugo Freitas de Sousa de 39 anos, nascido na ilha Terceira, foi detido pelo ICE quando tentava entrar nos Estados Unidos, vindo do Canadá.

À RTP, a namorada, Joyce Hernández, explicou que o açoriano, ao regressar aos EUA, "depois do casamento de uma prima nos Açores, passou antes pelo Canadá. Na fronteira com os EUA, foi detido, apesar de ter o ESTA, uma autorização eletrónica de viagem obrigatória, válida para pequenas estadias".

Acrescenta ainda que "um amigo disse-lhe que era mais fácil regressar (aos EUA) através do Canadá com a autorização que ele tinha, porque, como todos sabem, esta autorização não é uma garantia. Ele já tinha usado aquela autorização. Confiscaram-lhe os telemóveis, não sei se viram o que tinham e assumiram que ele pretendia ficar mais tempo, porque ele disse que estava a tentar visitar o filho", referiu a namorada à televisão pública portuguesa

Entretanto, foi marcado "um voo para a extradição, mas um atraso impediu o embarque", adianta a RTP. 

O açoriano está a fazer greve de fome. A namorada refere que "ele está muito fraco desde que começou a greve de fome. Ele disse-me que podia não ter notícias dele durante alguns dias, porque podiam pô-lo no isolamento. É disso que tenho medo. É difícil, porque ele está detido sem motivo". 

O Governo português garante que está a acompanhar a situação. Em comunicado enviado à RTP, o Ministério dos Negócios Estrangeiros diz que "o Consulado Geral em São Francisco mantém comunicação recorrente com as autoridades norte-americanas competentes, que nos informaram que o processo está em curso, sem, no entanto, ser possível, à data de hoje, indicar prazos concretos".

A RTP diz ainda que o açoriano "não tem nacionalidade norte-americana e tinha o visto de residência caducado", apesar de ter vivido praticamente toda a vida nos Estados Unidos e "que nos últimos anos as viagem até Portugal eram regulares, com oportunidades de trabalho, como, por exemplo, treinador de futebol em camadas mais jovens".


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