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Nescafé espera duplicar facturação em 2010 com nova máquina de café

Nescafé espera duplicar facturação em 2010 com nova máquina de café

 

Lusa / Ao online   Economia   9 de Out de 2007, 20:57

A Nescafé a Krups juntaram-se para lançar uma nova máquina de café e outras bebidas, quentes e frias, para consumo em casa, levando à duplicação da facturação da marca da Nestlé em 2010, para 40 milhões de euros.
    Os directores-gerais da Nestlé Portugal, António Saraiva de Reffóios, e do Groupe SEB, que representa a marca Krups em Portugal, José Roma Abrantes, apresentaram hoje uma nova forma de os consumidores beberem café expresso, café com leite, cappucciono ou chocolate quente em casa de uma forma "simples, prática e limpa", com a marca Nescafé Dolce Gusto.

    Para dar a conhecer ao mercado esta nova categoria de produtos vai ser lançada a 15 de Outubro uma campanha de promoção, com uma forte aposta na televisão, mas também através de mupis (estruturas de publicidade de rua) e da internet, numa "campanha digital", e de demonstrações nos pontos de venda, num investimento total de 1,5 milhões de euros, até final do ano.

    Aproveitando um segmento com forte potencial de crescimento em Portugal, o consumo de café expresso em casa, a Nescafé e a Krups seguiram o exemplo já concretizado no Reino Unido, Suíça e Alemanha, e apresentam uma máquina que recebe cápsulas com o produto escolhido, conforme a bebida pretendida.

    O responsável pela Equipa de Marketing de Bebidas da Nestlé, Luís Ferreira Pinto, explicou que em 2010, a Nescafé pretende obter uma facturação de 20 milhões de euros com este novo produto, ou seja, vender 72 milhões de cápsulas, a que se junta cerca de 20 milhões de euros esperados com os restantes produtos da marca de cafés.

    Quanto à quota de mercado, no total do café, deverá rondar 18 por cento em 2010, embora Luís Ferreira Pinto realce que depende da evolução do próprio mercado.

    Por seu lado, a Krups tem como meta vender até 2010, ou seja, ou dois anos e três meses, 14 milhões de euros ou 100 mil máquinas.

    No ano passado, a facturação da Nescafé foi de cerca de 15 milhões de euros, um valor que deverá crescer ligeiramente este ano, com base na subida de cerca de 10 por cento anualmente apresentada pelos cappuccinos, um valor que deverá chegar aos 20 milhões em 2010, especificou o responsável pelo Marketing de Bebidas da Nestlé.

    Cerca de 30 por cento do negócio da Nescafé é de cappuccino, acrescentou.

    Dos planos mais próximos, para o último trimestre deste ano, o objectivo é vender 25 mil máquinas e mais de 1,5 milhões de cápsulas.

    No final de 2008, a expectativa é que mais de 50 por cento das máquinas de café para consumir em casa sejam de cápsulas, afirmou o representante da Krups, marca que tem 80 por cento das máquinas da Nespresso e a totalidade da Nescafé Dolce Gusto.

    As máquinas, em três cores, com preços de 139,90 e de 149,90 euros, e as cápsulas Nescafé Dolce Gusto, em embalagens de 16 unidades, a 4,25 euros, estão disponíveis em todo o país, na grande distribuição, nas lojas de electrodomésticos (máquinas) e nos pequenos supermercados (cápsulas).

    Questionado acerca de uma possível concorrência com a Nespresso, igualmente uma marca do grupo Nestlé presente em Portugal, António Saraiva de Reffóios defendeu que "os factores semelhantes são a qualidade, comodidade e ser uma forma prática e limpa de beber um expresso em casa".

    Quanto às diferenças, a Nespresso é especialista e destina-se a conhecedores de café, tem um café premium e os seus clientes fazem parte de um clube restrito", tendo de adquirir as cápsulas dos vários tipos de café nas lojas de Lisboa e Porto ou através de pedido por telefone ou internet, recebendo em casa a encomenda até 48 horas depois.

    De qualquer modo, sendo este um segmento com "um potencial fantástico", o director-geral da Nestlé Portugal salientou que "é preferível ser o Dolce Gusto a ocupar um espaço que poderia ser da Nespresso que vir a concorrência ocupá-lo", tendo a multinacional de origem suíça se antecipado a possíveis situações deste tipo.

    Para o futuro, a Nescafé e a Krups vão apresentar novas bebidas para a máquina, devendo a primeira ser um cappucciono frio.

    O Nescafé Dolce Gusto está implementado no Reino Unido, Alemanha e Suíça, onde "ocupam o primeiro lugar" do ranking deste tipo de produtos, e, numa segunda fase, além de Portugal, entraram no conceito França, Itália, Espanha e República Checa.

    No ano passado, o segmento de cafés em doses individuais duplicou, em valor, representando agora oito por cento do mercado.

    O mercado de máquinas de café expresso também cresce ao aumentar mais de 36 por cento em dois anos, segundo os números avançados pelos responsáveis da Nescafé.

    Cada vez se verifica mais uma tranferência de consumo de café de filtro para café expresso, em casa, e as estimativas da Krups apontam para que das 34 mil máquinas de café fechadas (com cápsulas) no mercado nacional em 2006 se passe para 130 mil em 2009.

    A Krups reforça cada vez mais a sua posição de líder de mercado de máquinas de café para consumo em casa, com uma quota de mercado de 51,5 por cento no ano passado, segundo o director-geral do Groupe SEB, José Roma Abrantes.

    "Em Portugal, a Nestlé e a Krups são uma referência no que respeita a café e ao criar a Nescafé Dolce Gusto lançamos máquinas com uma tecnologia exclusiva e um leque alargado de produtos, acessíveis a todos os consumidores", como refere José Roma Abrantes.

    O Nescafé é a maior marca de café do mundo, com uma quota de mercado de 23 por cento em 2006, a nível global, estando em 120 países, sendo consumidas mais de 4.100 chávenas de Nescafé por segundo.

    Esta marca é a mais representativa no total da actividade do grupo Nestlé, com mais de dois mil milhões de euros de facturação.

    Em Portugal, 35 por cento das chávenas de café consumidas são da Nestlé e no consumo em casa a percentagem é de cinco por cento.

    No total, no mercado português, a Nescafé tem 67 por cento de quota, em valor, do café solúvel e do cappuccino.
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