Nascimento Cabral diz a líder do PSD/Açores que "união não significa submissão"

Nascimento Cabral diz a líder do PSD/Açores que "união não significa submissão"

 

Lusa/Ao online   Regional   28 de Out de 2018, 07:24

O candidato derrotado à liderança do PSD/Açores nas eleições deste ano, Pedro Nascimento Cabral, disse este sábado ao vencedor dessa eleição, e líder social-democrata na região, que "união não significa submissão".

Dirigindo-se ao novo presidente do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, Pedro Nascimento Cabral garantiu "lealdadade institucional", mas sem "unicidade de pensamento", sublinhando que "união não significa submissão".

"Tenho personalidade própria e, nas alturas certas, dir-te-ei o que penso sobre as matérias que deves assumir como bandeira para a tua presidência", disse o advogado derrotado nas diretas, falando no XXIII congresso do PSD/Açores, que decorre até domingo em Vila Franca do Campo.

Numa altura em que se negociavam nos bastidores os nomes para os órgãos regionais do partido, que deverão surgir de uma lista única, Pedro Nascimento Cabral traçou uma analogia com a situação do partido a nível nacional, garantindo que, ao contrário do ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes, "jamais" abandonará o PSD.

"Jamais em tempo algum irei abandonar o meu partido. Nunca entregarei o cartão de militante, custe o que custar, doa o que doer. Até ao fim", assegurou.

O XXIII congresso do PSD/Açores termina no domingo com uma intervenção do presidente do partido, Rui Rio.

Para domingo, Alexandre Gaudêncio garantiu já a apresentação de "ideias do PSD para começar a construir uma região melhor".

Nesse dia, os sociais-democratas elegem os órgãos regionais, sabendo-se já que deverá haver um consenso em torno dos nomes apresentados pelo novo líder do PSD/Açores e o seu opositor nas diretas.

O Conselho Regional do PSD/Açores, que tem por missão analisar a situação político-partidária, aprovar o desenvolvimento da estratégia política do partido definida em congresso regional e designar o candidato a presidente do Governo Regional, entre outros, é composto por 45 elementos eleitos em congresso e 15 suplentes, quatro membros da JSD (Juventude Social-Democrata), três membros dos TSD (Trabalhadores Sociais-Democratas) e dois dos ASD (Autarcas Sociais-Democratas).




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