MPT quer restaurar confiança do eleitorado e vai apresentar listas


 

AO Online/ Lusa   Nacional   3 de Ago de 2019, 20:31

O Partido da Terra- MPT na Madeira está numa fase de “saída de uma semicrise”, de restauração da confiança política dos eleitores, e pretende concorrer nos próximos atos eleitorais com listas próprias ou coligado, anunciou o presidente.

“A minha presença [na Madeira] é para reestruturar o Partido da Terra, negociarmos as próximas eleições, as regionais, bem como as legislativas”, disse José Faria à agência Lusa no âmbito da deslocação que efetuou hoje à região.

O responsável complementou que os elementos do partido estão a trabalhar neste projeto, porque “o que importa são ideias e valores e as causas, essas estão vivas e mantêm-se”, porque o partido no arquipélago tem militantes, apoiantes e uma “estrutura que está criada, mas que neste momento está em suspenso”.

Em causa está a desfiliação do responsável da estrutura regional, Roberto Vieira, que anunciou que passou a deputado municipal no Funchal e se vai candidatar nas próximas eleições regionais encabeçando um outro partido.

Por isso, José Faria recordou que o MPT retirou a confiança política a Roberto Vieira, considerando que este “está a meio de um mandato autárquico” e que se fosse uma “pessoa séria e honesta” só tinha um caminho a seguir: renunciar ao mandato, porque foi eleito pelo Partido da Terra.

“É óbvio que pode tornar-se independente e o mandato é seu, mas, por uma questão de coerência, terá que renunciar ao mandato para poder candidatar-se por outra força política”, sustentou.

José Faria salientou que o objetivo do MPT é “retomar trabalho desenvolvido em 2008, repegar nesse trabalho que granjeou, em 2011, três deputados regionais”, ano em que o partido obteve mais de 22.500 votos.

“No ato eleitoral seguinte passamos para 1.700 votos, uma queda de 92 e 95% de votos, já na presidência de Roberto Vieira”, mencionou, defendendo ser necessário “recuperar todo este património que o PT tem aqui [na Madeira] estamos a fazer o mesmo no continente e Açores”.

O responsável nacional do MPT realçou que, na Madeira, “é importante neste ciclo de transição, é mais do que evidente e necessário que PT esteja nestas eleições”.

O ex-eurodeputado destacou que a estrutura do MPT da Madeira é autónoma e vai indicar quem são os seus representantes, estando em fase de reinstalação de uma comissão e o partido “nos próximos dias vai informar quem serão os candidatos”.

“Temos gente na Madeira para formar uma lista própria, mas estamos também a equacionar a possibilidade de fazer uma coligação”, acrescentou.



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