Eleições regionais

MPT e PDA acreditam que podem eleger mais do que um deputado


 

Lusa/AOonline   Regional   14 de Out de 2008, 18:15

O MPT-Açores e o Partido Democrático do Atlântico, o único partido nacional com sede nos Açores, fizeram esta terça-feira campanha em Ponta Delgada pela conquista de um deputado no próximo domingo, embora ambos sonhem mais alto.
“Consta que existe uma sondagem das que estão escondidas que dão o MPT como terceiro”, garantiu o cabeça de lista do MPT pelos Açores, referindo-se a uma sondagem partidária e não divulgada publicamente.

    Questionado sobre qual era a meta do partido nestas eleições, Manuel Moniz refere a elevação do debate eleitoral.

    “Isso já conseguimos, a partir de agora não temos um limite: um, dois, três, quatro, cinco…”, disse, considerando que a abstenção pode ser o principal inimigo do MPT.

    Admitindo que o PS de Carlos César vai ter “uma votação maciça” no domingo, o MPT Açores - que em 2004 não chegou aos 400 votos - aposta agora na conquista de parte dos “15 a 20.000 votos flutuantes” dos cidadãos “mais esclarecidos e com consciência crítica”.

    Por seu lado, o Partido Democrático do Atlântico dá como garantida a eleição de um deputado, apesar de nas regionais de 2004 ter tido pouco mais de 200 votos.

    “Nós estamos certos que vamos eleger um deputado no círculo de compensação e, não sei, não sei, talvez numa das ilhas”, afirmou José Ventura, líder do PDA.

    No final de uma visita ao Banco Espírito Santo dos Açores (BESA), o líder do PDA apontou “a vida” como a principal prioridade do partido.

    “E a vida é uma continuidade que vai desde a pré-natalidade até ao último suspiro”, defendeu.

    José Ventura diz ter confirmado junto da administração do BESA que “um dos flagelos maiores na situação de dificuldade de pagamento da prestação de casa são os divórcios, há jovens que casam e dois, três meses depois estão divorciados” e aponta o caminho.

    “No nosso programa temos em relação à educação a sexologia, mas em função do amor humano, o sexo não se faz por fazer sexo, faz-se num sentido que é o amor humano, a família”, disse.

    No extremo oposto dos valores, o líder do MPT-Açores aponta “a liberalização do ser humano” como o valor maior que defende.

    Por isso, aposta na distribuição de material campanha “útil” e, no mínimo, original.

    Além de uma mapa das farmácias de serviço, os candidatos do MPT-Açores distribuíram nas ruas do centro de Ponta Delgada uns “cartõezinhos” cujo objectivo é prevenir que os jovens consumam drogas pesadas, mas que podem servir de ‘filtro’ para enrolar drogas leves, tudo em papel reciclado.

    “É uma provocação mas uma forma de chegarmos à juventude (…) Temos ideia que mais do que 20 por cento da população já consumiu ou consume de drogas leves, seria importante que eles não entrassem nas drogas pesadas”, defendeu Manuel Moniz.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.