Rússia

Moscovo cria organização análoga da NATO na Ásia Central


 

Lusa/AO online   Internacional   12 de Set de 2008, 15:58

A Organização do Tratado de Segurança Colectiva (OTSC) vai criar na Ásia Central fortes forças armadas, constituídas por unidades da Rússia, Cazaquistão, Uzbequistão, Tadjiquistão e Quirguízia, anunciou Nikolai Bordiuja, secretário geral da OTSC.
A decisão de aumentar a vertente militar dessa organização, que, além dos países enumerados, reúne também a Bielorrússia e a Arménia, foi tomada na Cimeira de Moscovo de 05 de Setembro.

    Segundo um dos acordos assinados pelos dirigentes da OTSC, tropas desta organização podem ir em ajuda de um dos seus membros caso este seja alvo de agressão.

    Alguns órgãos de informação russos chamam a atenção para o facto desta organização se assemelhar cada vez mais à NATO.

    Nikolai Bordiuja considerou, em declarações à agência Interfax, que este novo exército visa garantir o equilíbrio político na Ásia Central, tendo em conta a agudização da situação no Afeganistão.

    “Estas tropas devem rechaçar qualquer ameaça à soberania dos nossos Estados”, sublinhou Bordiuja, acrescentando que “elas serão a base das forças de reacção rápida da OTSC, constituídas por dez batalhões”.

    O dirigente da organização revelou também que, no âmbito desse plano, irá ser criado um sistema de defesa anti-aéreo conjunto.

    “Começámos também a formar forças regionais de ligação e de comando de tropas da OTSC”, frisou.

    Moscovo promete também aumentar os fornecimentos de armamentos aos membros da OTSC em condições vantajosas.

    “Até há pouco tempo, vigorava um único acordo entre a Rússia e os Estados da OTSC sobre fornecimentos de armas em condições vantajosas. Ele está ser cumprido com êxito. Agora, vigoram outros acordos que prevêem outras facilidades”, precisou.

    Bordiuja revelou também que a OTSC quer cooperar com a NATO, mas que a Aliança Atlântica “não quer nada” com esta organização.

    “Estamos prontos a cooperar com a NATO, mas os representantes da aliança não querem, porque orientam-se não por considerações da segurança dos povos e Estados, mas por cálculos políticos”, concluiu.

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