Morreu a soprano peruana Yma Súmac

Morreu a soprano peruana Yma Súmac

 

Lusa/AOonline   Cultura e Social   3 de Nov de 2008, 16:54

Zoila Augusta Emperatriz Chavarri del Castillo, a soprano peruana conhecida como Yma Súmac que se dizia princesa inca, faleceu aos 86 anos em consequência de um cancro no cólon, em Los Angeles, Califórnia, informaram fontes próximas.
Um site na internet dedicado à artista deu conta de que a sua morte ocorreu no passado dia 1 de Novembro num Lar para idosos: "morreu em paz, rodeada dos seus entes mais queridos".

    O alto registo da voz de Súmac, de cinco oitavas, numa época em que as cantoras de ópera não passavam das duas e meia, cativou milhões de admiradores em meados dos anos 50 do século passado.

    Praticamente todos os pormenores da biografia da cantora foram motivo de controvérsia, a começar pela data e local de nascimento e a terminar na sua afirmação de que a mãe era descendente de Atahualpa, o último imperador inca.

    Segundo o seu assistente pessoal, Damon Devine, que assevera ter visto o certificado de nascimento de Yma Súmac ("ima sumaq" quer dizer «que linda» na língua quechua),nasceu a 13 de Setembro de 1922 na localidade andina de Ichocán.

    Rezam as crónicas que Zola Augusta foi uma autodidacta que, com disciplina, desenvolveu uma técnica de canto admirável.

    Ainda jovem, Yma chamou a atenção do musicólogo e compositor de Lima Moisés Vivanco, com quem se casou em 1942, e integrou pouco tempo depois um conjunto de 46 cantores e bailarinos indígenas numa digressão pela América do Sul, durante a qual gravou canções com o nome de Imma Sumack.

    A sua popularidade aumentou depois da Segunda guerra mundial, quando se tornou moda aquilo que nos Estados Unidos se considerava exótico.

    Um crítico do diário Los Angeles Times, Don Heckman, descreveu um dia a cantora peruana como "uma fantasia musical, em technicolor, viva, que respira, uma ilusão caleidoscópica do exótico segundo a Metro Goldwyn Mayer produzida em tempo de pragmatismo".

    As suas primeiras gravações datam de 1944. Ficaram célebres canções como "A ti solita te quiero", "El picaflor", "La Benita", "Amor", "Amor indio", "Waraka tusuy", "Carnaval indio", "Cholo traicionero", "Wifalitay", "Parihuana", "Mashiringa", "Punchauniquipy " e "Vírgenes del sol".

    No auge da sua carreira foi também actriz de cinema, entrando em películas como "Secreto de los Incas" (1954) e "Omar Khayyam" (1957).

    Nas suas apresentações ao vivo adoptava poses majestáticas, usava abundantes jóias de ouro e prata e costumava dizer que os animais da selva tinham influído no seu gosto musical.

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