Morre segundo estudante no ataque à bomba junto a escola em Itália

Um segundo estudante morreu na sequência das explosões que ocorreram hoje na cidade italiana de Brindisi, elevando para dois o número de mortos, segundo meios de comunicação locais.


Duas bombas feitas com botijas de gás explodiram pelas 07:45 locais (mesma hora em Lisboa) junto à escola secundária Francesca Morvillo Falcone, nome da mulher do célebre juiz anti-máfia Giovanni Falcone.

Na ocasião, as autoridades davam conta da morte de uma estudante de 16 anos e de ferimentos em mais outros sete alunos.

Quesionado sobre um possível atentado de cariz mafiosa, o prefeito da cidade, Mimmo Consales, disse à agência de notícias italiana ANSA que “há muitas coincidências nesta história”, mas frisou que a “única preocupação” deve ser para com os alunos.

Além da escola invocar a mulher do juiz anti-máfia, aquele estabelecimento sempre primou por estar na primeira linha da promoção da legalidade e contra toda a máfia, indicou o jornal La Reppublica.

Hoje deveria chegar também à cidade de Brisdisi um movimento anti-máfia que percorre a Itália há cerca de 20 anos a lembrar as vítimas do crime organizado.

O juiz Falcone, a mulher e três guarda-costas foram mortos a 23 de maio de 1992 num atentado da máfia siciliana que fez explodir 500 quilos de dinamite na auto-estrada entre o aeroporto de Palermo e o centro da cidade.

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